Mudanças na segurança hospitalar após a aplicação de penalidades no US Hospital Acquired Condition Reduction Program: um estudo de coorte retrospectivo.

Roshun Sankaran, medical student ; Devraj Sukul, cardiology fellow ; Ushapoorna Nuliyalu, statistician ; Baris Gulseren, health policy analyst ; Tedi A Engler, project manager ; Emily Arntson, graduate student ; Hanna Zlotnick, MPP student
Título original:
Changes in hospital safety following penalties in the US Hospital Acquired Condition Reduction Program: retrospective cohort study.
Resumo:

OBJETIVO:
Avaliar a associação entre a aplicação de penalidades a hospitais participantes do Hospital Acquired Condition Reduction Program (HACRP) dos EUA e subsequentes alterações nos resultados clínicos.
DESENHO:
Desenho de regressão com descontinuidade aplicado a uma coorte retrospectiva de solicitações de reembolso ao Medicare para pacientes internados.
AMBIENTE:
Um total de 3.238 hospitais de cuidado agudo nos Estados Unidos.
PARTICIPANTES:
Beneficiários do programa Medicare fee-for-service que receberam alta de hospitais de cuidado agudo entre 23 de julho de 2014 e 30 de novembro de 2016 e elegíveis para pelo menos uma doença adquirida no hospital (n=15.470.334).
INTERVENÇÃO:
Aplicação de uma penalidade ao hospital no primeiro ano do HACRP.
DESFECHOS PRINCIPAIS:
Número de doenças adquiridas no hospital por 1.000 episódios, reinternações em 30 dias e mortalidade em 30 dias.
RESULTADOS:
Dos 724 hospitais penalizados pelo HACRP no ano fiscal de 2015, 708 estiveram representados no estudo. O número médio de doenças adquiridas no hospital foi de 2,72 por 1.000 episódios nos hospitais penalizados e de 2,06 por 1.000 episódios nos hospitais não penalizados; as reinternações em 30 dias foram de 14,4% e 14,0%, respectivamente, e a mortalidade em 30 dias foi de 9,0% em ambos os grupos de hospitais. De modo geral, os hospitais penalizados tinham uma maior tendência a serem grandes instituições de ensino com uma maior proporção de pacientes com baixo nível socioeconômico. As penalidades do HACRP estiveram associadas a uma mudança não significativa de -0,16 doenças adquiridas no hospital por 1.000 episódios (intervalo de confiança de 95%, -0,53 a 0,20), -0,36 pontos percentuais nas reinternações em 30 dias (-1,06 a 0,33) e -0,04 pontos percentuais na mortalidade em 30 dias (-0,59 a 0,52). Não foram observados padrões claros de melhoria clínica com base nas características dos hospitais.
CONCLUSÕES:
A penalização não esteve associada a alterações significativas nas taxas de doenças adquiridas no hospital, reinternação em 30 dias ou mortalidade em 30 dias e não parece fomentar melhorias clínicas significativas. Ao penalizar desproporcionalmente os hospitais que cuidam de pacientes mais desfavorecidos, o HACRP pode exacerbar as iniquidades no cuidado de saúde.
 

Resumo Original:

OBJECTIVE:
To evaluate the association between hospital penalization in the US Hospital Acquired Condition Reduction Program (HACRP) and subsequent changes in clinical outcomes.
DESIGN:
Regression discontinuity design applied to a retrospective cohort from inpatient Medicare claims.
SETTING:
3238 acute care hospitals in the United States.
PARTICIPANTS:
Medicare fee-for-service beneficiaries discharged from acute care hospitals between 23 July 2014 and 30 November 2016 and eligible for at least one targeted hospital acquired condition (n=15 470 334).
INTERVENTION:
Hospital receipt of a penalty in the first year of the HACRP.
MAIN OUTCOME MEASURES:
Episode level count of targeted hospital acquired conditions per 1000 episodes, 30 day readmissions, and 30 day mortality.
RESULTS:
Of 724 hospitals penalized under the HACRP in fiscal year 2015, 708 were represented in the study. Mean counts of hospital acquired conditions were 2.72 per 1000 episodes for penalized hospitals and 2.06 per 1000 episodes for non-penalized hospitals; 30 day readmissions were 14.4% and 14.0%, respectively, and 30 day mortality was 9.0% for both hospital groups. Penalized hospitals were more likely to be large, teaching institutions, and have a greater share of patients with low socioeconomic status than non-penalized hospitals. HACRP penalties were associated with a non-significant change of -0.16 hospital acquired conditions per 1000 episodes (95% confidence interval -0.53 to 0.20), -0.36 percentage points in 30 day readmission (-1.06 to 0.33), and -0.04 percentage points in 30 day mortality (-0.59 to 0.52). No clear patterns of clinical improvement were observed across hospital characteristics.
CONCLUSIONS:
Penalization was not associated with significant changes in rates of hospital acquired conditions, 30 day readmission, or 30 day mortality, and does not appear to drive meaningful clinical improvements. By disproportionately penalizing hospitals caring for more disadvantaged patients, the HACRP could exacerbate inequities in care.
 

Fonte:
; 366; 2019. DOI: doi.org/10.1136/bmj.l4109 .