Eventos adversos não infecciosos associados à transfusão e suas estratégias de mitigação

Goel R ; Tobian AAR ; Shaz BH
Título original:
Noninfectious transfusion-associated adverse events and their mitigation strategies.
Resumo:

A transfusão de sangue é uma terapia que salva vidas, mas também pode resultar em eventos adversos infecciosos ou não infecciosos, dos quais os últimos são mais comuns. As reações não infecciosas mais comuns são as reações transfusionais não hemolíticas febris, as reações transfusionais alérgicas, a sobrecarga circulatória associada à transfusão, a lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão e as reações transfusionais hemolíticas agudas e tardias. Tais reações podem ser assintomáticas, leves ou potencialmente fatais. Existem várias novas metodologias para diagnosticar, tratar e prevenir essas reações. Têm sido desenvolvidos sistemas de hemovigilância para monitorar os eventos transfusionais, o que resultou numa menor ocorrência de certos eventos adversos, tais como as reações transfusionais hemolíticas. Estão sendo criadas bases de dados do tipo "veia-a-veia" para estudar as interações entre fatores relacionados ao doador, ao produto e ao paciente e o seu papel na ocorrência de eventos adversos. Este artigo faz uma revisão da definição, da fisiopatologia e de estratégias de gestão e mitigação, incluindo o papel do doador, do produto e do paciente, para os eventos adversos não infecciosos mais comumente associados à transfusão. Estratégias de prevenção, como a leucorredução, a redução plasmática, soluções aditivas e programas hospitalares de gestão do sangue transfundido a pacientes, estão sendo utilizadas ativamente para aumentar a segurança transfusional. Uma maior compreensão da incidência, da fisiopatologia e das atuais estratégias de gestão ajudará a criar produtos inovadores e a aprimorar continuamente as melhores práticas transfusionais que atendam às necessidades específicas dos pacientes.

Resumo Original:

Abstract
Blood transfusions are life-saving therapies; however, they can result in adverse events that can be infectious or, more commonly, noninfectious. The most common noninfectious reactions include febrile nonhemolytic transfusion reactions, allergic transfusion reactions, transfusion-associated circulatory overload, transfusion-related acute lung injury, and acute and delayed hemolytic transfusion reactions. These reactions can be asymptomatic, mild, or potentially fatal. There are several new methodologies to diagnose, treat, and prevent these reactions. Hemovigilance systems for monitoring transfusion events have been developed and demonstrated decreases in some adverse events, such as hemolytic transfusion reactions. Now vein-to-vein databases are being created to study the interactions of the donor, product, and patient factors in the role of adverse outcomes. This article reviews the definition, pathophysiology, management, and mitigation strategies, including the role of the donor, product, and patient, of the most common noninfectious transfusion-associated adverse events. Prevention strategies, such as leukoreduction, plasma reduction, additive solutions, and patient blood management programs, are actively being used to enhance transfusion safety. Understanding the incidence, pathophysiology, and current management strategies will help to create innovative products and continually hone in on best transfusion practices that suit individualized patient needs.

Fonte:
; 133(17): 1831-1839; 2019. DOI: 10.1182/blood-2018-10-833988..