Validação de um questionário de medição da segurança do paciente em hospitais públicos australianos

Natalie J Taylor ; Robyn Clay-Williams ; Hsuen P Ting ; Teresa Winata
Título original:
Validation of the patient measure of safety (PMOS) questionnaire in Australian public hospitals
Resumo:

OBJETIVO: Os pacientes podem oferecer uma perspectiva única sobre a segurança do cuidado de saúde em hospitais. A compreensão da associação entre a organização dos hospitais em torno da qualidade e segurança e as percepções dos pacientes sobre o cuidado é cada vez mais valorizada e necessária para orientar intervenções nos sistemas de saúde. O Patient Measure of Safety (PMOS), um questionário desenvolvido no Reino Unido, avalia oito domínios da segurança em enfermarias do ponto de vista do paciente e foi recentemente adaptado e testado na Austrália. O objetivo deste estudo foi testar as propriedades psicométricas do PMOS-Austrália (PMOS-A) numa grande coorte de pacientes internados. DESENHO: Validação transversal de um questionário. AMBIENTE E PARTICIPANTES: Como parte do projeto DUQuA, o questionário PMOS-A foi distribuído em departamentos que lidam com infarto agudo do miocárdio (IAM), fratura de quadril e acidente vascular cerebral (AVC) em 32 grandes hospitais públicos na Austrália. Os pacientes puderam completar o PMOS-A por conta própria ou pedir ajuda a um familiar/cuidador ou aos profissionais nas enfermarias. Foi incluído um espaço no questionário para registrar o modo de preenchimento. DESFECHOS PRINCIPAIS: Utilizamos a análise fatorial confirmatória (AFC) em uma amostra de calibração para gerar o modelo e uma amostra de validação para validá-lo. Também testamos um subconjunto formado apenas pelos participantes que receberam ajuda para preencher o PMOS-A usando a AFC em amostras de calibração e validação. Empregamos índices de ajuste do modelo (qui-quadrado para graus de liberdade [qui-quadrado:DF], erro quadrático médio de aproximação [RMSEA], índices de ajuste comparativo [CFI], residual quadrático médio padronizado [SRMR]), alfa de Cronbach, correlações médias entre itens, confiabilidade de construto e cargas cruzadas, tendo como base os limiares de referência para estabelecer o grau de validade convergente e validade discriminante. Um marcador de validade de critério foi avaliado pelo teste de associações entre o PMOS-A e a adesão às diretrizes clínicas. RESULTADOS: Nas amostras de calibração e validação do conjunto completo de participantes (N=911) e do subconjunto que recebeu ajuda para preencher o questionário (N=490), três dos quatro índices (qui-quadrado:DF, SRMR e RMSEA) atingiram consistentemente ou quase sempre os limiares para um ajuste aceitável do modelo. Os índices CFI não atingiram os limites recomendados (0,72-0,78, contra uma meta de >0,9). Encontramos relações positivas para todos os testes entre o PMOS-A e a adesão às diretrizes clínicas, e estas foram significativas quando avaliadas nos conjuntos de dados de calibração para a amostra completa e para o subconjunto que recebeu ajuda para preencher o questionário. CONCLUSÃO: Foi desenvolvida uma medida suficientemente confiável e válida das percepções de segurança dos pacientes. Estes resultados permitem justificar o uso desta medida para avaliar as percepções dos pacientes sobre a segurança em hospitais australianos e podem ser adaptados para o uso em outros locais.
 

Resumo Original:

OBJECTIVE: Patients can provide a unique perspective on the safety of care in hospitals. Understanding that the extent to which the way hospitals are organized for quality and safety is associated with patient perceptions of care is becoming increasingly valued and necessary for the direction of targeted interventions across healthcare systems. The UK-developed patient measure of safety (PMOS) assesses eight domains of ward safety from the patient point of view and has recently been adapted and piloted in Australia. The aim of this study is to test the psychometric properties of PMOS-Australia (PMOS-A) amongst a large cohort of hospitalized patients. DESIGN: Cross-sectional questionnaire validation assessment. SETTING AND PARTICIPANTS: As part of the DUQuA project, the PMOS-A survey was distributed within acute myocardial infarction, hip fracture and stroke departments across 32 large public hospitals in Australia. Patients could complete the PMOS-A independently, or request the assistance of a family member/guardian, or staff on the wards-space was included to record mode of completion. MAIN OUTCOME MEASURES: Confirmatory factor analysis (CFA) was undertaken on a calibration sample to generate the model, and a validation sample was used to cross-validate the model. A subset of only those participants who received assistance for PMOS-A completion was also tested using CFA on a calibration and validation sample. Model fit indices (chi-square to degrees of freedom ratio [Chi-square:DF], root mean square error of approximation [RMSEA], comparative fit indices [CFI], standardized root mean squared residual [SRMR]), Cronbach's alpha, average inter-item correlations, construct reliability and cross-loadings were examined with reference to recommended thresholds to establish the extent of convergent validity and discriminant validity. A marker of criterion validity was assessed through testing associations between the PMOS-A and adherence to clinical guidelines. RESULTS: Across the calibration and validation samples of the full (N = 911) and assisted completers only subset (N = 490), three (Chi-square:DF, SRMR, RMSEA) of the four indices consistently or almost always met thresholds for acceptable model fit. CFI indices did not meet the recommended limits (0.72-0.78, against a target > 0.9). Positive relationships were found for all tests between PMOS-A and adherence to clinical guidelines, and these were significant when assessed in the calibration datasets for the full and assisted completion samples. CONCLUSION: A sufficiently reliable and valid measure of patient perceptions of safety has been developed. These findings should provide adequate support to justify the use of this measure to assess patient perceptions of safety in Australian hospitals and can be modified for use elsewhere.
 

Fonte:
; 5622692; 2019. DOI: 10.1093/intqhc/mzz097..