Uso de pulseiras para reduzir a identificação incorreta de pacientes: uma análise de tarefas guiada pela etnografia

SMITTH, A. F. ; CASEY, K. ; WILSON, J. ; FISCHBACHER-SMITH, D.
Título original:
Wristbands as aids to reduce misidentification: an ethnographically guided task analysis
Resumo:

Objetivos: O uso de pulseiras é recomendado no Reino Unido como um método para verificar a identidade dos pacientes; no entanto, esse método foi pouco estudado. Este trabalho teve o objetivo de documentar o modo como as pulseiras de identificação são usadas na prática.

Desenho e participantes: Análise de tarefas sobre a aplicação e o uso de pulseiras de identificação. O estudo baseou-se na análise qualitativa da observação de profissionais envolvidos diretamente ou não no cuidado de saúde em seu ambiente de trabalho e de entrevistas com os mesmos.

Ambiente: Dois hospitais gerais distritais de cuidado de pacientes agudos no norte da Inglaterra.

Resultados: Nossos resultados indicam que os profissionais envolvidos diretamente no cuidado de saúde têm um alto nível de conscientização sobre as políticas locais e nacionais relativas ao uso de pulseiras de identificação, embora exista alguma ambiguidade a respeito dos detalhes dessas políticas. Por outro lado, os profissionais não envolvidos diretamente no cuidado, como os auxiliares administrativos das enfermarias ou os maqueiros, estavam menos cientes das políticas, embora suas funções também expusessem os pacientes aos riscos resultantes da identificação incorreta. Dentre sete subtarefas identificadas pela análise de tarefas sobre a aplicação e o uso de pulseiras de identificação, três pareceram ser particularmente sujeitas à ocorrência de erros. A decisão de aplicar a pulseira no paciente, especificamente durante emergências, é importante, pois o atraso na aplicação pode atrasar a identificação correta. A preparação antecipada de pulseiras de identificação para internações eletivas sem a presença do paciente gera o risco de introdução de dados errôneos ou de aplicação incorreta. Por último, a utilização de pulseiras para verificar a identidade dos pacientes foi maior em algumas circunstâncias clínicas (transfusões de sangue e administração de medicamentos) do que em outras (antes da transferência de pacientes pelo hospital e durante as passagens de caso).

Conclusões: O potencial pleno das pulseiras de identificação não está sendo aproveitado. Uma maior atenção aos detalhes de sua aplicação e uso, especialmente durante as passagens de caso e transferências, e uma maior apreciação do papel desempenhado por profissionais não envolvidos diretamente no cuidado de saúde podem gerar ganhos em termos de segurança do paciente.

Resumo Original:

Objectives: Wristbands are recommended in the UK as a means of verifying patient identity but have been little studied. We aimed to document how wristbands are used in practice.

Design and participants: Task analysis of wristband application and use, drawing on qualitative analysis of workplace observation of, and interviews with, clinical and non-clinical staff.

Setting: Two acute district general hospitals in northern England.

Results: Our findings indicate high levels of awareness amongst clinical staff of local and national policies on wristband use, but some ambiguity about the details therein. In contrast, non-clinical staff such as ward clerks and porters were less aware of policy, although their actions also expose patients to risks resulting from misidentification. Of seven subtasks identified by the task analysis of wristband application and use, three appeared to offer particular opportunity for error. Making the decision to apply, especially in emergency patients, is important because delay in application can delay correct identification. Advance preparation of wristbands for elective admission without the patient being present can risk erroneous data or misapplication. Lastly, utilization of wristbands to verify patient identity was greater in some clinical circumstances(blood transfusion and medication administration) than in others (before transferring patients around the hospital and during handovers of care).

Conclusions: Wristbands for patient identification are not being used to their full potential. Attention to detail in application and use, especially during handover and transfer, and an appreciation of the role played by ‘non-clinical’ staff, may offer further gains in patient safety.

Fonte:
Int J Qual Health Care ; 23(5): 590–599; 2011. DOI: 10.1093/intqhc/mzr045.