Um modelo de avaliação de risco para identificar pacientes clínicos internados com risco de tromboembolismo venoso: o Escore de Previsão de Pádua.

Barbar S1 ; Noventa F ; Rossetto V ; Ferrari A ; Brandolin B ; Perlati M ; De Bon E
Título original:
A risk assessment model for the identification of hospitalized medical patients at risk for venous thromboembolism: the Padua Prediction Score.
Resumo:

CONTEXTO:
A profilaxia de tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes internados é amplamente subutilizada. Procuramos avaliar o valor de um modelo de avaliação de risco (MAR) simples para a identificação de pacientes com risco de TEV.
MÉTODOS:
Em um estudo de coorte prospectivo, 1.180 pacientes consecutivos internados em um departamento de medicina interna durante um período de 2 anos foram classificados como de alto ou baixo risco para TEV, de acordo com um MAR predefinido. Os pacientes foram acompanhados por até 90 dias para avaliar a ocorrência de complicações sintomáticas de TEV. O desfecho primário do estudo foi avaliar a razão de risco (RR) ajustada de TEV em pacientes de alto risco que receberam tromboprofilaxia intra-hospitalar adequada em comparação com aqueles que não a receberam, e a de TEV neste grupo em comparação com pacientes de baixo risco.
RESULTADOS:
Ao todo, 469 (39,7%) pacientes foram considerados como de alto risco para trombose. Observamos a ocorrência de TEV em 4 dos 186 (2,2%) pacientes que receberam tromboprofilaxia e em 31 dos 283 (11,0%) que não a receberam (RR de TEV, 0,13, IC 95%, 0,04-0,40). Também observamos TEV em 2 dos 711 (0,3%) pacientes de baixo risco (RR de TEV em pacientes de alto risco sem profilaxia em comparação com pacientes de baixo risco, 32,0; IC 95%, 4,1-251,0). Foi observado sangramento em 3 dos 186 (1,6%) pacientes de alto risco que receberam tromboprofilaxia.
CONCLUSÕES:
O nosso MAR pode ajudar a diferenciar pacientes clínicos com alto e baixo risco de TEV. A administração de tromboprofilaxia adequada em pacientes de alto risco durante a internação proporciona uma proteção de longo prazo contra eventos tromboembólicos, com baixo risco de sangramento.
© 2010 International Society on Thrombosis and Haemostasis.

Resumo Original:

ACKGROUND:
Prophylaxis of venous thromboembolism (VTE) in hospitalized medical patients is largely underused. We sought to assess the value of a simple risk assessment model (RAM) for the identification of patients at risk of VTE.
METHODS:
In a prospective cohort study, 1180 consecutive patients admitted to a department of internal medicine in a 2-year period were classified as having a high or low risk of VTE according to a predefined RAM. They were followed-up for up to 90 days to assess the occurrence of symptomatic VTE complications. The primary study outcome was to assess the adjusted hazard ratio (HR) of VTE in high-risk patients who had adequate in-hospital thromboprophylaxis in comparison with those who did not, and that of VTE in the latter group in comparison with low-risk patients.
RESULTS:
Four hundred and sixty-nine patients (39.7%) were labelled as having a high risk of thrombosis. VTE developed in four of the 186 (2.2%) who received thromboprophylaxis, and in 31 of the 283 (11.0%) who did not (HR of VTE, 0.13; 95% CI, 0.04-0.40). VTE developed also in two of the 711 (0.3%) low-risk patients (HR of VTE in high-risk patients without prophylaxis as compared with low-risk patients, 32.0; 95% CI, 4.1-251.0). Bleeding occurred in three of the 186 (1.6%) high-risk patients who had thromboprophylaxis.
CONCLUSIONS:
Our RAM can help discriminate between medical patients at high and low risk of VTE. The adoption of adequate thromboprophylaxis in high-risk patients during hospitalization leads to longstanding protection against thromboembolic events with a low risk of bleeding.
© 2010 International Society on Thrombosis and Haemostasis.

Fonte:
; 8(11): 2450-7; 2010. DOI: 10.1111/j.1538-7836.2010.04044.x.