Segurança individual durante a pandemia de COVID-19: realidades e perspectivas dos profissionais da saúde na América Latina

Diego Delgado ; Fernando Wyss Quintana ; Gonzalo Perez ; Alvaro Sosa Liprandi ; Carlos Ponte-Negretti ; Ivan Mendoza ; Adrian Baranchuk
Título original:
Personal Safety During the COVID-19 Pandemic: Realities and Perspectives of Healthcare Workers in Latin America
Resumo:

Resumo
Os profissionais da saúde expostos à doença do coronavírus (COVID-19) podem não ter acesso adequado a equipamentos de proteção individual (EPIs), procedimentos de segurança e protocolos de diagnóstico. O objetivo deste estudo foi avaliar a realidade e as percepções sobre a segurança individual entre profissionais da saúde na América Latina. Este foi um estudo transversal baseado em um inquérito on-line administrado a 936 profissionais da saúde na América Latina, de 31 de março a 4 de abril de 2020. Desenvolvemos um questionário estruturado com 12 itens. Ao todo, 936 profissionais da saúde preencheram o questionário on-line. Dentre eles, 899 (95,1%) eram médicos, 28 (2,9%) eram enfermeiros e 18 (1,9%) eram profissionais auxiliares da saúde. O acesso aos equipamentos de proteção foi o seguinte: solução em gel para a higienização das mãos (n=889; 95%), luvas descartáveis (n=853; 91,1%), aventais descartáveis (n=630; 67,3%), máscaras cirúrgicas descartáveis (785; 83,9%), máscaras N95 (n=516; 56,1%) e protetores faciais (n=305; 32,6%). A grande maioria (n=707; 75,5%) teve acesso a políticas e procedimentos de segurança pessoal, e 699 (74,7%) participantes tiveram acesso a algoritmos de diagnóstico. Em uma escala de Likert de 1 a 10, os participantes afirmaram haver apoio limitado em termos de recursos humanos (média ± DP, 4,92 ± 0,2), proteção da integridade física no local de trabalho (5,5 ± 0,1) e apoio por parte das autoridades de saúde pública (5,01 ± 0,12). Os profissionais da saúde na América Latina tiveram acesso limitado a EPIs essenciais e apoio limitado por parte das autoridades de saúde durante a pandemia de COVID-19.
Palavras-chave: América Latina; coronavírus; saúde; segurança.
 

Resumo Original:

Abstract
Healthcare workers exposed to coronavirus (COVID-19) may not have adequate access to personal protective equipment (PPE), safety procedures, and diagnostic protocols. Our objective was to evaluate the reality and perceptions about personal safety among healthcare workers in Latin America. This is a cross-sectional, online survey-based study administered to 936 healthcare professionals in Latin America from 31 March 2020 to 4 April 2020. A 12-item structured questionnaire was developed. A total of 936 healthcare workers completed the online survey. Of them, 899 (95.1%) were physicians, 28 (2.9%) were nurses, and 18 (1.9%) were allied health professionals. Access to protective equipment was as follows: gel hand sanitizer (n = 889; 95%), disposable gloves (n = 853; 91.1%), disposable gowns (n = 630; 67.3%), disposable surgical masks (785; 83.9%), N95 masks (n = 516; 56.1%), and facial protective shields (n = 305; 32.6%). The vast majority (n = 707; 75.5%) had access to personal safety policies and procedures, and 699 (74.7%) participants had access to diagnostic algorithms. On a 1-to-10 Likert scale, the participants expressed limited human resources support (4.92 ± 0.2; mean ± SD), physical integrity protection in the workplace (5.5 ± 0.1; mean ± SD), and support from public health authorities (5.01 ± 0.12; mean ± SD). Healthcare workers in Latin America had limited access to essential PPE and support from healthcare authorities during the COVID-19 pandemic.
Keywords: Latin America; coronavirus; healthcare; safety.
 

Fonte:
; 17(8): 2020. DOI: 10.3390/ijerph17082798.