Segurança do paciente: e quanto ao paciente?

VINCENT, C. A. ; COULTER, A.
Título original:
Patient safety: what about the patient?
Resumo:

Os planos para melhorar a segurança do cuidado de saúde frequentemente ignoram a perspectiva do paciente. O papel ativo dos pacientes em seu cuidado deve ser reconhecido e incentivado. Os pacientes têm um papel fundamental a desempenhar, ajudando os profissionais de saúde a chegarem a um diagnóstico preciso, decidindo sobre o tratamento adequado, escolhendo prestadores experientes e seguros, assegurando a administração, o monitoramento e a adesão adequada ao tratamento, identificando eventos adversos e tomando medidas apropriadas. Eles podem sofrer grandes traumas psicológicos, causados tanto pelos resultados adversos como pela forma como os incidentes são geridos. Quando ocorrem danos no cuidado de saúde, é importante ouvir o paciente e/ou a sua família, reconhecer os danos, dar uma explicação honesta e aberta, pedir desculpas, perguntar sobre o trauma emocional e a ansiedade em relação ao tratamento futuro e oferecer ajuda prática e financeira rapidamente.

Resumo Original:

Plans for improving safety in medical care often ignore the patient's perspective. The active role of patients in their care should be recognised and encouraged. Patients have a key role to play in helping to reach an accurate diagnosis, in deciding about appropriate treatment, in choosing an experienced and safe provider, in ensuring that treatment is appropriately administered, monitored and adhered to, and in identifying adverse events and taking appropriate action. They may experience considerable psychological trauma both as a result of an adverse outcome and through the way the incident is managed. If a medical injury occurs it is important to listen to the patient and/or the family, acknowledge the damage, give an honest and open explanation and an apology, ask about emotional trauma and anxieties about future treatment, and provide practical and financial help quickly.

Fonte:
Qual Saf Health Care ; 11(1): 76-80; 2002. DOI: 10.1136/qhc.11.1.76.