Reuniões rápidas da equipe de saúde: gerindo a complexidade para atingir a alta confiabilidade

PROVOST, S. M. ; LANHAM, H. J. ; LEYKUM, L. K. ; MCDANIEL, R. R. ; PUGH, J.
Título original:
Health care huddles: Managing complexity to achieve high reliability
Resumo:

Contexto: As reuniões rápidas da equipe de saúde são cada vez mais utilizadas numa série de formatos, mas os mecanismos teóricos nos quais elas se baseiam permanecem relativamente pouco estudados.

Objetivo: A visão da ciência da complexidade estabelece que as estratégias essenciais de gestão das organizações de saúde de alto desempenho envolvem o diálogo significativo, a melhoria dos relacionamentos e uma cultura de aprendizagem. A nossa abordagem para o estudo das reuniões rápidas baseou-se nessas três dimensões. Exploramos novas teorias sobre como e por que as reuniões rápidas têm sido úteis para as organizações de saúde.

Métodos: Utilizamos um desenho experimental que envolveu uma revisão da literatura, a observação direta e entrevistas semiestruturadas. A coleta de dados em três ambientes de saúde foi orientada pelo referencial da ciência da complexidade. Também utilizamos teorias sobre as organizações de alta confiabilidade para analisar as nossas observações e interpretar as perspectivas dos participantes das reuniões rápidas.

Resultados: Identificamos os caminhos teóricos que poderiam relacionar as reuniões rápidas a melhores resultados de segurança do paciente. As reuniões rápidas criam tempo e espaço para conversas, melhoram os relacionamentos e fortalecem a cultura de segurança. Podem ser particularmente importantes para as organizações de saúde que pretendem atingir ou sustentar a alta confiabilidade.

Implicações práticas: Nos sistemas complexos, é difícil atingir a alta confiabilidade — a capacidade organizacional necessária para oferecer aquilo que se pretende oferecer todas as vezes. Os gestores têm o potencial de criar as condições necessárias para que as reuniões rápidas possam promover a alta confiabilidade. As reuniões rápidas podem apoiar as iniciativas de melhoria da segurança do paciente quando geram oportunidades para a ocorrência de interações atenciosas entre as pessoas que cuidam dos pacientes e quando promovem uma postura mais conscienciosa entre os membros da organização.

Resumo Original:

Background: Health care huddles are increasingly employed in a range of formats but theoretical mechanisms underlying huddles remain relatively uncharted.

Purpose: A complexity science view implies that essential managerial strategies for high-performing health care organizations include meaningful conversations, enhanced relationships, and a learning culture. These three dimensions informed our approach to studying huddles. We explore new theories for how and why huddles have been useful in health care organizations.

Methods: We used a study design incorporating literature review, direct observation, and semistructured interviews. A complexity science framework guided data collection in three health care settings; we also incorporated theories on high-reliability organizations to analyze our observations and interpret huddle participants' perspectives.

Findings: We identify theoretical paths that could link huddles to improvement in patient safety outcomes. Huddles create time and space for conversations, enhance relationships, and strengthen a culture of safety. Huddles can be of particular value to health care organizations seeking or sustaining high reliability.

Practice implications: Achieving high reliability, the organizational capacity to deliver what is intended to be delivered every time is difficult in complex systems. Managers have potential to create conditions from which huddle outcomes that support high reliability are more likely to emerge. Huddles support efforts to improve patient safety when they afford opportunities for heedful interactions to take place among individuals caring for patients and embed mindfulness into the organization.

Fonte:
Health Care Manage Rev ; 40(1): 2-12; 2015. DOI: 10.1097/HMR.0000000000000009.
Nota Geral:

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