Recomendações operacionais para a alocação de recursos escassos durante uma crise de saúde pública

Michael R Ehmann ; Elizabeth K Zink ; Amanda B Levin ; Jose I Suarez ; Harolyn M E Belcher ; Elizabeth L Daugherty Biddison ; Danielle J Doberman
Título original:
Operational recommendations for scarce resource allocation in a public health crisis
Resumo:

A pandemia de COVID-19 pode exigir o racionamento de diversos recursos médicos se a demanda exceder a oferta. Referenciais teóricos para a alocação de recursos oferecem orientações éticas muito necessárias, mas os hospitais ainda precisam lidar com questões práticas e objetivas, além de processos de autorização legal, para operacionalizar sistemas de alocação de recursos escassos. Com o objetivo de desenvolver processos operacionais para a alocação de recursos escassos durante catástrofes de saúde pública, incluindo a pandemia de COVID-19, cinco sistemas de saúde em Maryland formaram um consórcio — contando com uma variedade de conhecimentos e modos de representação — que representa mais da metade de todos os hospitais do estado. Nossos esforços se basearam em um processo prévio de envolvimento da comunidade em todo o estado que determinou os valores e referências morais dos cidadãos e profissionais da saúde em relação à alocação de ventiladores durante uma catástrofe de saúde pública. Formando uma parceria entre diferentes sistemas de saúde, desenvolvemos um referencial para a alocação de recursos escassos baseado nos valores dos cidadãos e no consenso de especialistas. Através desse processo, desenvolvemos regimes de alocação de ventiladores mecânicos, recursos para unidades de terapia intensiva, componentes do sangue, terapias inovadoras, oxigenação por membrana extracorpórea e terapias de substituição renal. A criação de algoritmos operacionais para cada recurso envolveu desafios específicos; devido à natureza variada de cada tipo de recurso e dos dados existentes sobre os seus benefícios, não foi possível utilizar um algoritmo único de aplicação universal. O desenvolvimento de processos de alocação de recursos escassos deve ser iterativo, passar por processos de autorização legal e ser submetido a testes. Apresentamos aqui os nossos processos, a fim de ajudar outras regiões que possam ser confrontadas com o desafio de racionar recursos de saúde durante catástrofes de saúde pública.
 

Resumo Original:

The COVID-19 pandemic may require rationing of various medical resources if demand exceeds supply. Theoretical frameworks for resource allocation have provided much needed ethical guidance but hospitals still need to address objective practicalities and legal vetting to operationalize scarce resource allocation schemata. To develop operational scarce resource allocation processes for public health catastrophes, including the COVID-19 pandemic, five health systems in Maryland formed a consortium - with diverse expertise and representation - representing more than half of all hospitals in the state. Our efforts built on a prior statewide community engagement process, which determined the values and moral reference points of citizens and healthcare professionals regarding the allocation of ventilators during a public health catastrophe. Through a partnership of health systems, we developed a scarce resource allocation framework informed by citizens' values and by general expert consensus. Allocation schema for mechanical ventilators, intensive care unit resources, blood components, novel therapeutics, extracorporeal membrane oxygenation, and renal replacement therapies were developed. Creating operational algorithms for each resource posed unique challenges; each resource's varying nature and underlying data on benefit prevented any single algorithm from being universally applicable. The development of scarce resource allocation processes must be iterative, legally vetted, and tested. We offer our processes to assist other regions that may be faced with the challenge of rationing healthcare resources during public health catastrophes.
 

Fonte:
; 34804-2(20): S0012-3692; 2020. DOI: 10.1016/j.chest.2020.09.246.