Queremos saber: o nível de conforto dos pacientes em manifestar suas preocupações sobre problemas durante a prestação do cuidado e suas experiências como pacientes

Fisher, K. A. ; Smith, K. M. ; Gallagher, T. H. ; Huang, J. C. ; Borton, J. C. ; Mazor, K. M.
Título original:
We want to know: Patient comfort speaking up about breakdowns in care and patient experience
Resumo:

Objetivo: Avaliar o quanto os pacientes se sentem à vontade para manifestar as suas preocupações sobre problemas que ocorrem durante a internação e identificar pacientes com maior risco de terem um problema e não se sentirem à vontade para se expressar. Desenho: Estudo transversal. Ambiente: Oito hospitais em Maryland e Washington, D.C.. Participantes: Pacientes internados em um dos oito hospitais participantes e que preencheram o questionário Hospital Consumer Assessment of Healthcare Providers and Systems após a alta hospitalar. Desfechos principais: Respostas à pergunta "Com que frequência você se sentiu à vontade para se manifestar nos casos em que houve problemas no seu atendimento?", agrupadas como: (1) não houve problemas durante a internação, (2) sempre me senti à vontade para me expressar e (3) geralmente/às vezes/nunca me senti à vontade. Resultados: Dos 10.212 pacientes que deram respostas válidas, 4958 (48,6%) indicaram ter tido algum problema durante a internação. Destes, 1514 (30,5%) nem sempre se sentiram à vontade. Os preditores da ocorrência de problemas durante a internação incluíram a idade, o estado de saúde e o nível de educação. Os pacientes mais velhos, com pior estado de saúde geral e mental, internados através do Serviço de Emergência e que não falavam inglês em casa se sentiram menos à vontade para se manifestar. Os pacientes que nem sempre se sentiram à vontade avaliaram mais negativamente a comunicação com os enfermeiros (47,8 vs 80,4; p<0,01), a comunicação com os médicos (57,2 vs 82,6; p<0,01) e o hospital como um todo (7,1 vs 8,7; p<0,01). Estes pacientes apresentaram uma propensão significativamente mais baixa a recomendar o hospital (36,7% vs 71,7 p <0,01) do que os pacientes que sempre se sentiram à vontade para se manifestar. Conclusões: Os pacientes frequentemente sofrem com problemas durante a internação, e muitos não se sentem à vontade para manifestar as suas preocupações. A criação de condições para que os pacientes se sintam à vontade para se manifestar pode resultar em oportunidades de recuperação dos serviços e melhorar as experiências dos pacientes. Esses esforços devem considerar o impacto do letramento em saúde e da saúde mental sobre o envolvimento dos pacientes nas atividades de segurança. 

Resumo Original:

Objective: To assess patient comfort speaking up about problems during hospitalisation and to identify patients at increased risk of having a problem and not feeling comfortable speaking up. Design: Cross-sectional study. Setting: Eight hospitals in Maryland and Washington, District of Columbia. Participants: Patients hospitalised at one of eight hospitals who completed the Hospital Consumer Assessment of Healthcare Providers and Systems survey postdischarge. Main outcome measures: Response to the question 'How often did you feel comfortable speaking up if you had any problems in your care?' grouped as: (1) no problems during hospitalisation, (2) always felt comfortable speaking up and (3) usually/sometimes/never felt comfortable speaking up. Results: Of 10 212 patients who provided valid responses, 4958 (48.6%) indicated they had experienced a problem during hospitalisation. Of these, 1514 (30.5%) did not always feel comfortable speaking up. Predictors of having a problem during hospitalisation included age, health status and education level. Patients who were older, reported worse overall and mental health, were admitted via the Emergency Department and did not speak English at home were less likely to always feel comfortable speaking up. Patients who were not always comfortable speaking up provided lower ratings of nurse communication (47.8 vs 80.4; p<0.01), physician communication (57.2 vs 82.6; p<0.01) and overall hospital ratings (7.1 vs 8.7; p<0.01). They were significantly less likely to definitely recommend the hospital (36.7% vs 71.7 %; p<0.01) than patients who were always comfortable speaking up. Conclusions: Patients frequently experience problems in care during hospitalisation and many do not feel comfortable speaking up. Creating conditions for patients to be comfortable speaking up may result in service recovery opportunities and improved patient experience. Such efforts should consider the impact of health literacy and mental health on patient engagement in patient-safety activities.

Fonte: