Prevenção e controle de infecções e cultura organizacional de segurança do paciente no contexto do isolamento: um protocolo de estudo

Gammon J ; Hunt J ; Williams S ; Daniel S ; Rees S ; Matthewson S
Título original:
Infection prevention control and organisational patient safety culture within the context of isolation: study protocol
Resumo:

CONTEXTO: As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRASs) são uma das principais causas de morbidade e mortalidade. Nos últimos anos tem havido grandes avanços no trabalho de prevenção e controle de infecções (PCI), tais como reduções drásticas nas infecções por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) (que são consideradas como um indicador substituto de danos globais) e por Clostridium difficile no Reino Unido. No entanto, as IRASs ainda representam uma importante carga para os serviços de saúde e uma fonte de preocupações para os pacientes e o público, sendo hoje consideradas como prioridades para os decisores políticos, uma vez que contribuem para a ameaça global da resistência antimicrobiana. MÉTODOS: Realizamos estudos de casos qualitativos em ambientes de isolamento em dois hospitais gerais distritais (HGDs) do National Health Service (NHS) no País de Gales, no Reino Unido. O estudo teve duração de 18 meses e envolveu seminários do Manchester Patient Safety Framework (MaPSaF) com profissionais de saúde e outros funcionários dos hospitais, entrevistas em profundidade com pacientes e seus familiares/cuidadores informais, profissionais da saúde e funcionários hospitalares, e períodos de observação nas enfermarias dos hospitais. DISCUSSÃO: Este estudo procurou investigar a forma como o envolvimento dos profissionais da saúde com as estratégias e princípios de PCI influencia e fundamenta a cultura organizacional de segurança do paciente em ambientes de isolamento clínicos e cirúrgicos entre pacientes internados, e vice-versa. Quisemos compreender o significado da “apropriação” dos processos de PCI pelos profissionais de saúde, as formas como o trabalho de PCI é promovido, como as equipes de PCI funcionam quando surgem novos desafios, como a sua eficácia é avaliada e o posicionamento do trabalho de PCI no contexto mais amplo da cultura organizacional de segurança do paciente em ambientes de isolamento hospitalar.

Resumo Original:

BACKGROUND: Healthcare associated infection (HCAI) is a major cause of morbidity and mortality. In recent years, there have been high profile successes in infection prevention control (IPC), such as the dramatic reductions in methicillin-resistant Staphylococcus aureus (MRSA) bloodstream infections (which is viewed as one proxy indicator of overall harm) and Clostridium difficile in the UK. Nevertheless, HCAI remains a costly burden to health services, a source of concern to patients and the public and at present, is receiving priority from policy makers as it contributes to the global threat of antimicrobial resistance. METHODS: The study involves qualitative case studies within isolation settings at two National Health Service (NHS) district general hospitals (DGHs) in Wales, in the UK. The 18-month study incorporates Manchester Patient Safety Framework (MaPSaF) workshops with health workers and other hospital staff, in depth interviews with patients and their relative / informal carer, health workers and hospital staff, and periods of hospital ward observation. DISCUSSION: The present study aims to investigate the ways in which engagement of health workers with IPC strategies and principles, shape and inform organisational patient safety culture within the context of isolation in surgical, medical and admission hospital settings; and vice-versa. We want to understand the meaning of IPC 'ownership' for health workers; the ways in which IPC is promoted, how IPC teams operate as new challenges arise, how their effectiveness is assessed and the positioning of IPC within the broader context of organisational patient safety culture, within hospital isolation settings.
 

Fonte:
; 19(1): 296; 2019. DOI: 10.1186/s12913-019-4126-x..