Prevalência de lesões por pressão em pacientes em terapia intensiva versus terapia não intensiva: uma comparação em nível estadual

COYER, F. ; MILES, S. ; GOSLEY, S. ; FULBROOK, P. ; SKETCHER-BAKER, K. ; COOK, J. L. ; WHITMORE, J.
Título original:
Pressure injury prevalence in intensive care versus non-intensive care patients: A state-wide comparison
Resumo:

Antecedentes: A lesão por pressão adquirida no hospital está associada ao aumento da morbidade e mortalidade e é considerada amplamente evitável. A prevalência de lesões por pressão é considerada um indicador da qualidade dos cuidados de saúde.

Objetivo: Comparar a prevalência, a severidade e a localização das lesões por pressão dos pacientes da unidade de terapia intensiva em comparação com pacientes em cuidados não intensivos em nível estadual.

Metodologia: O estudo empregou um delineamento de análise de dados secundários para extrair e analisar dados de lesão por pressão des-identificados de todos os hospitais de Queensland com instalações de terapia intensiva de nível I-III que participaram das Auditorias de Cabeceira de Queensland no período 2012-2014. A amostra incluiu todos os pacientes adultos de UTI e não UTI que forneceram seu consentimento para as mencionadas auditorias, excluindo aqueles em unidades de saúde mental.

Resultados: Excluindo Grau I, a prevalência global de lesão por pressão adquiridas nos hospitais de 2012 a 2014 foi de 11% para pacientes em terapia intensiva e 3% para pacientes em cuidados não intensivos. Os pacientes em cuidados intensivos foram 3,8 vezes mais propensos (RR 2,7-5,4, IC 95%) a desenvolverem uma lesão por pressão enquanto estavam no hospital do que pacientes não intensivos. O sacro/cóccix foi o local mais comum de lesão por pressão adquirida no hospital em todos os pacientes (pacientes em cuidados intensivos, 22%, e pacientes em cuidados não intensivos, 35%). No entanto, a proporção de lesão da mucosa por pressão foi significativamente maior em pacientes em terapia intensiva (22%) do que em pacientes em cuidados não intensivos (2%). A prevalência de lesão por pressão adquirida no hospital (LPAH) no Grau II foi o estágio mais relatado, sendo 53% para pacientes em terapia intensiva e 63% para pacientes em cuidados não intensivos.

Conclusão: Identificaram-se diferenças significativas na prevalência de lesão por pressão adquirida no hospital por grau e local entre pacientes em cuidados intensivos e cuidados não intensivos, refletindo o possível impacto de doenças críticas no desenvolvimento de lesões na pele. Isso tem implicações no financiamento de recursos para a prevenção de lesão por pressão e na imposição de penalidades financeiras iniciadas pelo governo para lesão por pressão adquirida no hospital. Para que futuras comparações sejam eficazes entre unidades de terapia intensiva, os parceiros de avaliação comparativa devem compartilhar características semelhantes e metas relevantes.

Palavras-Chave: Avaliação comparativa; Paciente gravemente enfermo; Terapia intensiva; Lesão por pressão; Úlcera por pressão; Prevalência.
 

Resumo Original:

Background: Hospital-acquired pressure injury is associated with increased morbidity and mortality and considered to be largely preventable. Pressure injury prevalence is regarded as a marker of health care quality.

Objective: To compare the state-wide prevalence, severity and location of pressure injuries of intensive care unit patients compared to patients in non-intensive care wards.

Method: The study employed a secondary data analysis design to extract and analyse de-identified pressure injury data from all Queensland Health hospitals with level I-III intensive care facilities that participated in Queensland Bedside Audits between 2012-2014. The sample included all adult ICU and non-ICU patients that provided consent for the Queensland Bedside Audits, excluding those in mental health units.

Results: Excluding Stage I, overall hospital-acquired pressure injury prevalence from 2012 to 2014 was 11% for intensive care patients and 3% for non-intensive care patients. Intensive care patients were 3.8 times more likely (RR 2.7-5.4, 95% CI) than non-intensive care patients to develop a pressure injury whilst in hospital. The sacrum/coccyx was the most common site of hospital-acquired pressure injury in all patients (intensive care patients 22%; non-intensive care patients 35%) however, mucosal pressure injury proportion was significantly higher in intensive care patients (22%) than in non-intensive care patients (2%). Stage II HAPI prevalence was the most common stage reported, 53% for intensive care patients compared to 63% for non-intensive care patients.

Conclusion: There are significant differences in hospital-acquired pressure injury prevalence by stage and location between intensive care and non-intensive care patients reflecting the possible impact of critical illness on the development of skin injury. This has implications for resource funding for pressure injury prevention and the imposition of government initiated financial penalties for hospital-acquired pressure injury. For future comparisons to be effective between intensive care units, benchmarking partners should share similar characteristics and relevant targets.

Fonte:
Aust Crit Care ; 2017. DOI: 10.1016/j.aucc.2016.12.003.
Nota Geral:

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