Pessoas, sistemas e segurança: resiliência e excelência na prática de saúde

Smith, A. F.
Título original:
People, systems and safety: resilience and excellence in healthcare practice
Resumo:

Este artigo descreve avanços recentes na ciência da segurança. Apresentamos a progressão das três “eras” da segurança: a “era da tecnologia”, a “era dos fatores humanos” e a “era da gestão da segurança”. Fora do setor da saúde, a ciência da segurança está passando de uma abordagem centrada na análise e gestão de erros (“Segurança-1”) para uma abordagem que também procura compreender as propriedades inerentes dos sistemas de segurança que normalmente impedem a ocorrência de acidentes (“Segurança-2”). Um componente essencial para a compreensão da segurança dentro de organizações diz respeito à distinção entre “o trabalho como imaginado” e o “trabalho como realmente feito”. O “trabalho como imaginado” pressupõe que, se os procedimentos-padrão forem seguidos corretamente, a segurança estará garantida. No entanto, os profissionais na linha de frente das organizações sabem que, para garantir a segurança em seu trabalho, a variabilidade não é apenas desejável, mas essencial. Essa adaptabilidade positiva dentro dos sistemas, que permite bons resultados tanto na presença de condições favoráveis como de situações adversas, é denominada resiliência. Defendemos que o trabalho clínico e organizacional pode se tornar mais seguro não apenas pela correção dos resultados negativos, mas também pela promoção da excelência e da resiliência. Descrevemos abordagens conceituais e investigativas para alcançar tais resultados, que incluem a “investigação apreciativa”, o “desvio positivo” e a notificação da excelência. 

Resumo Original:

This article outlines recent developments in safety science. It describes the progression of three ‘ages’ of safety, namely the ‘age of technology’, the ‘age of human factors’ and the ‘age of safety management’. Safety science outside healthcare is moving from an approach focused on the analysis and management of error (‘Safety-1’) to one which also aims to understand the inherent properties of safety systems that usually prevent accidents from occurring (‘Safety-2’). A key factor in the understanding of safety within organisations relates to the distinction between ‘work as imagined’ and ‘work as done’. ‘Work as imagined’ assumes that if the correct standard procedures are followed, safety will follow as a matter of course. However, staff at the ‘sharp end’ of organisations know that to create safety in their work, variability is not only desirable but essential. This positive adaptability within systems that allows good outcomes in the presence of both favourable and adverse conditions is termed resilience. We argue that clinical and organisational work can be made safer, not only by addressing negative outcomes, but also by fostering excellence and promoting resilience. We outline conceptual and investigative approaches for achieving this that include ‘appreciative inquiry’, ‘positive deviance’ and excellence reporting. 

Fonte: