Para além da hierarquia de ação corretiva: uma abordagem sistêmica para a mudança organizacional

Laura J Wood ; Douglas A Wiegmann
Título original:
Beyond the Corrective Action Hierarchy: A Systems Approach to Organizational Change
Resumo:

CONTEXTO: Muitas organizações de segurança do paciente recomendam o uso da Hierarquia de Ação (HA) para identificar fortes ações corretivas após uma análise investigativa dos eventos que causam danos a pacientes. Fortes ações corretivas, tais como forçar a padronização de funções e equipamentos, melhoram a segurança do paciente por evitarem a ocorrência de falhas ativas (isto é, erros ou violações) ou por reduzirem as consequências de eventuais falhas. PROBLEMA: Propomos que a ênfase na implementação de correções fortes que incrementem gradualmente a segurança, um evento de cada vez, é necessária, mas insuficiente para melhorar a segurança. Este enfoque em particular tem prejudicado a promoção de grandes mudanças que transformem a segurança de forma sistêmica, visando às condições latentes que estão consistentemente na base das falhas ativas. Porém, até o momento não existem modelos ou métodos padronizados que permitam aos profissionais de segurança do paciente avaliar, desenvolver e implementar mudanças sistêmicas para melhorar a segurança do paciente. ABORDAGEM: Propomos uma definição multifacetada de “mudança sistêmica”. Com base nesta definição, descrevemos vários tipos e níveis de mudança sistêmica. Apresentamos também uma rubrica para determinar em que medida uma ação corretiva específica reflete uma “mudança sistêmica”. Esta rubrica incorpora quatro dimensões fundamentais da mudança sistêmica: escopo, dimensão, profundidade e grau. As pontuações ao longo destas dimensões podem então ser usadas para classificar as ações corretivas dentro da Hierarquia de Mudança Sistêmica (HMS) que propomos aqui. CONCLUSÃO: São necessários estudos adicionais para validar a rubrica proposta e a HMS. Entretanto, quando usada em conjunto com a HA, a perspectiva da HMS servirá para promover uma abordagem mais holística e transformadora para a segurança do paciente.

Resumo Original:

BACKGROUND: Many patient safety organizations recommend the use of the Action Hierarchy (AH) to identify strong corrective actions following an investigative analysis of patient harm events. Strong corrective actions, such as forcing functions and equipment standardization, improve patient safety by either preventing the occurrence of active failures (i.e., errors or violations) or reducing their consequences if they do occur. PROBLEM: We propose that the emphasis on implementing strong fixes that incrementally improve safety one event at a time is necessary, yet insufficient, for improving safety. This singular focus has detracted from the pursuit of major changes that transform systems safety by targeting the latent conditions which consistently underly active failures. To date, however, there are no standardized models or methods that enable patient safety professionals to assess, develop, and implement systems changes to improve patient safety. APPROACH: We propose a multifaceted definition of "systems change." Based on this definition, various types and levels of systems change are described. A rubric for determining the extent to which a specific corrective action reflects a "systems change" is provided. This rubric incorporates four fundamental dimensions of systems change: Scope, Breadth, Depth, and Degree. Scores along these dimensions can then be used to classify corrective actions within our proposed Systems Change Hierarchy (SCH). CONCLUSION: Additional research is needed to validate the proposed rubric and SCH. However, when used in conjunction with the AH, the SCH perspective will serve to foster a more holistic and transformative approach to patient safety.

Fonte:
; 2020. DOI: 10.1093/intqhc/mzaa068.