Os pacientes podem contribuir para um cuidado mais seguro em reuniões com profissionais da saúde? Um inquérito transversal sobre as percepções e crenças dos pacientes

Carin Ericsson1, ; Janna Skagerström2, ; Kristina Schildmeijer4 ; Kristofer Årestedt4, ; Anders Broström6 ; Amir Pakpour6, ; Per Nilsen2
Título original:
Can patients contribute to safer care in meetings with healthcare professionals? A cross-sectional survey of patient perceptions and beliefs
Resumo:

OBJETIVOS: Investigar as percepções dos pacientes sobre as suas reuniões com profissionais da saúde e em que medida acreditam que podem influenciar a segurança do paciente nessas reuniões. DESENHO: Inquérito transversal com pacientes usando um questionário específico para este estudo. Os dados foram analisados usando estatísticas paramétricas e não paramétricas. AMBIENTE: O estudo foi realizado em ambientes de atenção primária e secundária em três conselhos municipais no sudeste da Suécia por meio de um questionário enviado em janeiro de 2017. PARTICIPANTES: Foram coletados dados de 1445 pacientes, dos quais 333 eram pacientes que haviam apresentado uma queixa por terem sofrido danos em função do cuidado de saúde e 1112 eram pacientes regulares recrutados em unidades de saúde. DESFECHOS PRINCIPAIS: Percepções dos pacientes sobre as suas reuniões com médicos e enfermeiros, as suas crenças sobre as contribuições que podiam fazer para um cuidado mais seguro e a ocorrência de danos no cuidado de saúde durante os últimos 10 anos. RESULTADOS: A maioria dos participantes considerou que era fácil fazer perguntas aos médicos e enfermeiros (84,9% e 86,6%) e indicar se algo parecia estranho em seu cuidado (77,7% e 80,7%). Em geral, os pacientes que haviam apresentado queixas concordaram em maior grau, em comparação com os pacientes regulares, que podiam contribuir para um tratamento mais seguro (médias de 1,92 e 2,13, p<0,001). Quase um terço (31,2%) dos participantes (dos dois grupos) afirmaram ter sofrido danos no cuidado de saúde durante os últimos 10 anos. CONCLUSÕES: Em sua maioria, os participantes deste estudo consideraram que os profissionais da saúde podiam facilitar a interação com os pacientes e aumentar a segurança, incentivando-os a fazer perguntas e a participar ativamente em seu cuidado. Estudos futuros precisarão identificar estratégias para apoiar tais questionamentos na prática de rotina e assegurar a execução dos objetivos pretendidos.
 

Resumo Original:

OBJECTIVES: To investigate patients' perceptions of their meetings with healthcare professionals and the extent to which they believe they can influence patient safety in these meetings. DESIGN: Cross-sectional survey of patients using a study-specific questionnaire. Data were analysed using both parametric and non-parametric statistics. SETTING: The study was conducted in primary and secondary care in three county councils in southeast Sweden by means of a survey questionnaire despatched in January 2017. PARTICIPANTS: Survey data were collected from 1445 patients, 333 of whom were complainants (patients who had filed a complaint about being harmed in healthcare) and 1112 regular patients (patients recruited from healthcare units). MAIN OUTCOME MEASURES: Patients' perceptions of meetings with physicians and nurses, beliefs concerning patients' contributions to safer care and whether the patients had suffered harm in healthcare during the past 10 years. RESULTS: Most respondents reported that it was easy to ask physicians and nurses questions (84.9% and 86.6%) and to point out if something felt odd in their care (77.7% and 80.7%). In general, complainants agreed to a higher extent compared with regular patients that patients can contribute to safer care (mean 1.92 and 2.13, p<0.001). Almost one-third (31.2%) of the respondents (both complainants and regular patients) reported that they had suffered harm in healthcare during the past 10 years. CONCLUSIONS: Most respondents believed that healthcare professionals can facilitate patient interaction and increase patient safety by encouraging patients to ask questions and take an active part in their care. Further research will need to identify strategies to support such questioning in routine practice and ensure that it achieves its intended goals.

Fonte: