O que os hospitais ibero-americanos fazem quando as coisas correm mal? Um estudo transversal internacional

José Joaquín Mira ; Irene Carrillo ; Ezequiel García-Elorrio ; Daniela Campos D E Andrade-Lourenção ; Patricia Campos Pavan-Baptista ; Astolfo León Franco-Herrera ; Esther Mahuina Campos-Castolo
Título original:
What Ibero-American hospitals do when things go wrong? A cross-sectional international study
Resumo:

OBJETIVO: Identificar o que os administradores hospitalares e líderes de segurança de países ibero-americanos fazem para responder de forma efetiva à ocorrência de eventos adversos (EAs) com consequências graves para os pacientes. DESENHO: Estudo transversal internacional. AMBIENTE: Hospitais públicos e privados de países ibero-americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Portugal e Espanha). PARTICIPANTES: Uma amostra de conveniência de administradores hospitalares e líderes de segurança de oito países ibero-americanos. O estudo incluiu um mínimo de 25 administradores/líderes de cada país. INTERVENÇÕES: Exploramos uma seleção de 37 ações para a gestão efetiva dos EAs. Tais ações estiveram relacionadas à cultura de segurança, à existência de um plano para responder a crises, aos processos de comunicação e transparência com os pacientes e seus familiares, à atenção às segundas vítimas e à comunicação institucional. DESFECHO PRINCIPAL: Grau de implementação das ações estudadas. RESULTADOS: O estudo incluiu 190 administradores/líderes de 126 (66,3%) hospitais públicos e 64 (33,7%) hospitais privados. As intervenções implementadas com mais frequência foram os sistemas de notificação, a análise aprofundada de incidentes e abordagens não punitivas, e as menos frequentes foram a informação dos pacientes e o atendimento às segundas vítimas após a ocorrência de um EA. CONCLUSÕES: A maioria dos hospitais incluídos no estudo não contava com um protocolo de resposta à ocorrência de um EA. Por isso, é urgente desenvolver e aplicar um plano de ação estratégico para responder a este desafio crítico para a segurança. Este foi o primeiro estudo a identificar áreas de trabalho e questões para a pesquisa futura em países ibero-americanos.

Resumo Original:

OBJECTIVE: To know what hospital managers and safety leaders in Ibero-American countries are doing to respond effectively to the occurrence of adverse events (AEs) with serious consequences for patients. DESIGN: Cross-sectional international study. SETTING: Public and private hospitals in Ibero-American countries (Argentina, Brazil, Chile, Colombia, Mexico, Peru, Portugal and Spain). PARTICIPANTS: A convenience sample of hospital managers and safety leaders from eight Ibero-American countries. A minimum of 25 managers/leaders from each country were surveyed. INTERVENTIONS: A selection of 37 actions for the effective management of AEs was explored. These were related to the safety culture, existence of a crisis plan, communication and transparency processes with the patients and their families, attention to second victims and institutional communication. MAIN OUTCOME MEASURE: Degree of implementation of the actions studied. RESULTS: A total of 190 managers/leaders from 126 (66.3%) public hospitals and 64 (33.7%) private hospitals participated. Reporting systems, in-depth analysis of incidents and non-punitive approaches were the most implemented interventions, while patient information and care for second victims after an AE were the least frequent interventions. CONCLUSIONS: The majority of these hospitals have not protocolized how to act after an AE. For this reason, it is urgent to develop and apply a strategic action plan to respond to this imperative safety challenge. This is the first study to identify areas of work and future research questions in Ibero-American countries.

Fonte:
; 32(5): 313-318; 2020. DOI: 10.1093/intqhc/mzaa031.