O benchmarking da qualidade de hospitais australianos pode identificar as instituições de alto e baixo desempenho e fomentar melhorias? Comunicação dos resultados de uma pesquisa hospitalar

Peter D Hibbert ; Faisal Saeed ; Natalie J Taylor ; Robyn Clay-Williams
Título original:
Can benchmarking Australian hospitals for quality identify and improve high and low performers? Disseminating research findings for hospitals
Resumo:

Este artigo examina os princípios do benchmarking no cuidado de saúde e a forma como pode contribuir para melhorar a prática clínica e os resultados de saúde para os pacientes. Utilizamos como modelos o estudo DUQuA (Deepening our Understanding of Quality in Australia), publicado neste Suplemento, e o seu predecessor na Europa, o estudo DUQuE (Deepening our Understanding of Quality improvement in Europe). O benchmarking consiste na comparação do desempenho de instituições ou pessoas utilizando indicadores ou padrões predefinidos. A justificação para o benchmarking é que as instituições reagem positivamente ao fato de serem identificadas como um caso atípico de baixo desempenho, ou desejam tornar-se ou permanecer como instituições de alto desempenho, e os pacientes têm assim a possibilidade de escolher as instituições com alto desempenho. O benchmarking muitas vezes começa com um referencial conceitual que se baseia num modelo lógico. Esse referencial pode fundamentar a seleção de indicadores para medir o desempenho, ao invés de uma seleção baseada naquilo que é mais fácil de medir. É possível escolher uma série de indicadores de Donabedian — incluindo indicadores de estruturas, processos e resultados — criados em torno de diversos domínios ou especialidades. Os indicadores baseados em variáveis contínuas permitem às organizações identificar onde o seu desempenho se encontra dentro de uma população, compreendendo as suas interdependências e associações. O ideal é que o benchmarking seja direcionado aos prestadores do cuidado, para incentivá-los a realizar melhorias. Os estudos DUQuA e DUQuE incorporaram alguns destes princípios em seu desenho, criando assim um modelo para incorporar um benchmarking robusto na pesquisa em grande escala sobre os serviços de saúde.
 

Resumo Original:

This paper examines the principles of benchmarking in healthcare and how benchmarking can contribute to practice improvement and improved health outcomes for patients. It uses the Deepening our Understanding of Quality in Australia (DUQuA) study published in this Supplement and DUQuA's predecessor in Europe, the Deepening our Understanding of Quality improvement in Europe (DUQuE) study, as models. Benchmarking is where the performances of institutions or individuals are compared using agreed indicators or standards. The rationale for benchmarking is that institutions will respond positively to being identified as a low outlier or desire to be or stay as a high performer, or both, and patients will be empowered to make choices to seek care at institutions that are high performers. Benchmarking often begins with a conceptual framework that is based on a logic model. Such a framework can drive the selection of indicators to measure performance, rather than their selection being based on what is easy to measure. A Donabedian range of indicators can be chosen, including structure, process and outcomes, created around multiple domains or specialties. Indicators based on continuous variables allow organizations to understand where their performance is within a population, and their interdependencies and associations can be understood. Benchmarking should optimally target providers, in order to drive them towards improvement. The DUQuA and DUQuE studies both incorporated some of these principles into their design, thereby creating a model of how to incorporate robust benchmarking into large-scale health services research.
 

Fonte:
; 84-88; 2020. DOI: 10.1093/intqhc/mzz109..