Numa encruzilhada? Principais desafios e oportunidades futuras para o envolvimento de pacientes na segurança do paciente

O'HARA, J. ; LAWTON, R. J.
Título original:
At a crossroads? Key challenges and future opportunities for patient involvement in patient safety
Resumo:

Em 2002, Charles Vincent e Angela Coulter publicaram um artigo que se tornaria um trabalho seminal na área da segurança do paciente1. O argumento deles era simples e convincente — era possível melhorar a segurança do paciente através de um maior envolvimento dos pacientes e de suas famílias. Ao longo da última década, o cenário do cuidado de saúde evoluiu e, atualmente, os pacientes e suas famílias estão situados firmemente no centro do planejamento e da prestação do cuidado no que diz respeito tanto às políticas como, cada vez mais, à prática. No entanto, como destacado em dois artigos2,3 publicados nesta edição do BMJ Quality & Safety, ainda restam importantes desafios na integração significativa das perspectivas dos pacientes para melhorar a segurança do cuidado. Por que o envolvimento do paciente na segurança continua tão difícil? Neste editorial, propomos uma série de razões, considerando oportunidades futuras possíveis para melhorar o envolvimento dos pacientes e de suas famílias na segurança do cuidado.

Referências

1. Vincent CA, Coulter A. Segurança do paciente: e quanto ao paciente? Qual Saf Health Care 2002;11:76–80. [Ver resumo traduzido]
2. Ocloo J, Matthews R. Dos gestos simbólicos ao empoderamento: o avanço do envolvimento dos pacientes e do público na melhoria do cuidado de saúde. BMJ Qual Saf 2016; [Ver resumo traduzido].
3. Langer T, Martinez W, Browning DM et al.Pacientes e suas famílias como professores: uma avaliação de métodos mistos sobre um modelo de aprendizagem colaborativa para a abertura de informação e prevenção de erros no cuidado de saúde. BMJ Qual Saf 2016; [Ver resumo traduzido]

 

Resumo Original:

In 2002, Charles Vincent and Angela Coulter published what would become a seminal paper in the field of patient safety1. Their argument was simple and compelling—that patient safety could be improved through the greater involvement of patients and their families. Over the past decade, the healthcare landscape has evolved, with patients and families now firmly placed at the centre of care design and delivery in both policy, and increasingly practice. However, as highlighted in two papers2 ,3 published in this issue of BMJ Quality & Safety, there remain significant challenges in the meaningful integration of the patient perspective in improving the safety of care. Why does involving patients in safety improvement remain so hard? In this editorial, we propose a number of reasons, before considering some potential future opportunities for improving the involvement of patients and their families.

References

1. Vincent CA, Coulter A. Patient safety: what about the patient? Qual Saf Health Care 2002;11:76–80. doi:10.1136/qhc.11.1.76 [Abstract/FREE Full text]]
2. Ocloo J, Matthews R. From tokenism to empowerment: progressing patient and public involvement in healthcare improvement. BMJ Qual Saf 2016; doi:10.1136/bmjqs-2015-004839.
3. Langer T, Martinez W, Browning DM et al. Patient and families as teachers: a mixed methods assessment of a collaborative learning model for medical error disclosure and prevention. BMJ Qual Saf 2016; doi:10.1136/bmjqs-2015-004292.

Fonte:
BMJ Qual Saf ; 2016. DOI: 10.1136/bmjqs-2016-005476.
Nota Geral:

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