Implementação de um modelo de cuidado colaborativo em três unidades de medicina interna: uma iniciativa de melhoria do cuidado de saúde baseada em métodos mistos

Kelly LoPresti ; Julianne Camera ; Elizabeth Barrett ; Caroline Gosse ; Donna Johnson ; Gaya Amirthavasar ; John Nashid
Título original:
Implementing the patient care collaborative model in three general internal medicine units: a mixed-methods healthcare improvement initiative
Resumo:

CONTEXTO: Como parte da ampliação do projeto PCC (Patient Care Collaborative) em nossa instituição, exploramos as percepções dos profissionais e os resultados do cuidado em diferentes níveis de implementação do modelo em três unidades de medicina interna. MÉTODOS: Implementamos uma iniciativa experimental de melhoria do cuidado de saúde baseada em métodos mistos. Na vertente qualitativa, realizamos cinco discussões em grupos focais. Na vertente quantitativa, utilizamos dados hospitalares administrativos para comparar resultados (quedas por 1000, tempo mediano de internação em dias e uso de recursos, medido pela intensidade de recursos ponderada [resource intensity weight, RIW]), antes e após a implementação do PCC, utilizando o teste do qui-quadrado, o teste de Wilcoxon (rank sum) e análises de séries temporais interrompidas. RESULTADOS: Os profissionais demonstraram conhecimentos consideráveis e uma boa aceitação do PCC, mas expressaram opiniões mistas em relação à segurança do paciente, à carga de trabalho, à comunicação e ao trabalho em equipe. As percepções dos profissionais variaram de acordo com o nível de implementação do PCC. O número de quedas (global) na fase após a implementação completa do projeto não foi significativamente diferente da fase pré-implementação (227 por 1000 vs. 200 por 1000; p=0,449), mas o número de quedas moderadas a graves diminuiu (12 vs. 2 por 1000; p<0,001). O tempo mediano de internação (5 vs. 6 dias; p<0,001) e o uso de recursos diminuíram (0,1 vs. 0,4; p<0,001) na fase após a implementação completa em comparação com a fase pré-implementação. As análises de tendência demonstraram diferenças entre as unidades. CONCLUSÕES: O PCC foi moderadamente bem adotado. As percepções sobre o projeto entre os profissionais e os resultados do cuidado estão provavelmente relacionados aos níveis de implementação. O PCC resultou em uma maior segurança, menor tempo de internação e menores custos com o cuidado.

Resumo Original:

BACKGROUND: As part of the scale-up of the Patient Care Collaborative (PCC) at our institution, we explored staff perceptions and patient outcomes at different levels of model implementation in three general internal medicine units. METHODS: We conducted a mixed-methods embedded experimental healthcare improvement initiative. In the qualitative strand, we conducted five focus group discussions. In the quantitative strand, we used hospital administrative data to compare outcomes (falls per 1000, median length of stay in days and resource use measured as resource intensity weights (RIW), before and after the implementation of the PCC, using chi(2) tests, Wilcoxon's rank sum tests and interrupted time series analyses. RESULTS: Staff showed considerable knowledge and acceptance of the PCC but expressed mixed feelings with regards to patient safety, workload, communication and teamwork. Staff perceptions varied by level of implementation of the PCC. A number of falls (overall) in the full implementation phase were not significantly different from the preimplementation phase (227 per 1000 vs 200 per 1000; p=0.449), but the number of moderate to severe falls dropped (12 vs 2 per 1000); p<0.001). Median length of stay (5 vs 6 days; p<0.001) and resource use were lower (0.1 vs 0.4; p<0.001) in the full implementation phase compared with the preimplementation phase. The trend analyses showed differences across units. CONCLUSIONS: The PCC was moderately well adopted. Perceptions of the PCC among staff and patient outcomes are likely linked to the levels of implementation. The PCC resulted in improved safety, shorter hospital stays and lower costs of care.
 

Fonte:
; 9(2): 2020. DOI: 10.1136/bmjoq-2019-000815.