Implementação de novas diretrizes para a prevenção de lesões por pressão adquiridas no hospital em uma população de pacientes traumatizados: uma abordagem de segurança do paciente.

Lam C ; Elkbuli A ; Benson B ; Young E ; Morejon O ; Boneva D ; Hai S
Título original:
Implementing a Novel Guideline to Prevent Hospital-Acquired Pressure Ulcers in a TraumaPopulation: A Patient-Safety Approach.
Resumo:

CONTEXTO:

O desenvolvimento de lesões por pressão adquiridas no hospital (LPAH) é uma complicação comum associada à imobilização e à hospitalização prolongada em pacientes com trauma. O relatório semestral do Programa de Melhoria de Qualidade para Trauma identificou as LPAH como uma complicação atípica. Utilizamos uma iniciativa implementada em todo o hospital para reduzir a incidência de LPAH na nossa população de pacientes com trauma. Este estudo procurou determinar se as medidas implementadas reduziriam as taxas de incidência de LPAH.

DESENHO:

Fizemos uma revisão de pacientes adultos com traumas durante um período de três anos. A nova plataforma de cuidados e medidas preventivas para reduzir as LPAH incluiu os seguintes componentes: leitos redutores de pressão, melhor suporte nutricional baseado em protocolos, mudança obrigatória de posição a cada duas horas, cronogramas de reposicionamento, intervenção cirúrgica precoce, verificações pontuais pelo enfermeiro de cuidados de feridas e educação dos pacientes e cuidadores. Utilizamos o teste t e o teste do qui-quadrado para amostras pareadas, com um nível de significância definido como p<0,05.

RESULTADOS:

Ao todo, 9.755 pacientes foram internados em nossos serviços de trauma no período do estudo, dos quais 89 desenvolveram LPAH (idade média de 57,9 anos, 48 [54%] do sexo feminino). O Escore de Gravidade de Lesões (Injury Severity Score) variou de 1 a 75, com média de 20 em pacientes com LPAH, em comparação com 8 em pacientes sem LPAH durante o mesmo período de estudo. A incidência de LPAH na instituição era inicialmente de 1,36%, diminuindo para 0,98% no ano 2 e para 0,39% no ano 3 (p=0,002).

CONCLUSÕES:

As novas mudanças nos processos de cuidado em sete etapas, a aquisição de equipamento especializado e as iniciativas educacionais implementadas estiveram associadas a uma redução significativa nas taxas de incidência de LPAH.

Resumo Original:

BACKGROUND:

The development of hospital-acquired pressure ulcers (HAPUs) is a common complication associated with immobilization and prolonged hospitalization in trauma patients. Our semi-annual Trauma Quality Improvement Program report identified HAPUs as an outlier complication. We used a hospital-wide initiative to reduce the incidence of HAPUs among our trauma patient population. Our study aimed to determine whether the implemented measures would decrease HAPUs incidence rates.

STUDY DESIGN:

We reviewed adult trauma patients during a 3-year period. The novel care-based platform and preventive measures for reducing HAPUs included the following components: pressure-reducing beds; improved and protocolized nutritional support; mandatory 2-hour change of posture; turning clocks; early surgical intervention; spot checks by our wound care nurse; and education to patients and caregivers. Paired-sample t-test and chi-square analyses were used, with significance defined as p < 0.05.

RESULTS:

A total of 9,755 patients were admitted to our trauma services in the study period. Of these, HAPUs developed in 89 patients (mean age 57.9 years and 48 [54%] were female). The Injury Severity Score ranged from 1 to 75, with a mean of 20 in patients with HAPUs compared with 8 in patients without HAPUs during the same study period. The incidence of HAPUs at our institution was initially 1.36%, which decreased to 0.98% in year 2 and to 0.39% in year 3 (p = 0.002).

CONCLUSIONS:

The novel 7-step care-based process changes, acquisition of specialized equipment, and educational initiatives implemented were associated with a significant decrease in the incidence rates of HAPUs.

Fonte:
; 226(6): 1122-1127; 2018. DOI: doi.org/10.1016/j.jamcollsurg.2018.03.027.