Impacto de um regime nacional de pagamento por desempenho na atenção primária para internações hospitalares por doenças sensíveis ao cuidado ambulatorial: uma análise em nível de pequenas regiões geográficas na Inglaterra

Christos Grigoroglou ; Luke Munford ; Roger Webb ; Navneet Kapur ; Tim Doran ; Darren Ashcroft ; Evangelos Kontopantelis
Título original:
Impact of a national primary care pay-for-performance scheme on ambulatory care sensitive hospital admissions: a small-area analysis in England
Resumo:

OBJETIVO: Procuramos descrever espacialmente as internações hospitalares por doenças sensíveis ao cuidado ambulatorial (DSCAs) na Inglaterra em nível de pequenas regiões geográficas e avaliar se o desempenho de consultórios registrados em um dos maiores regimes de pagamento por desempenho na atenção primária em todo o mundo levou a reduções nessas hospitalizações potencialmente evitáveis por doenças crônicas incluídas no sistema de incentivos do regime. AMBIENTE: Obtivemos o número de internações hospitalares por DSCAs na base de dados Hospital Episode Statistics, bem como informações sobre o desempenho de consultórios registrados no conjunto de dados administrativos Quality and Outcomes Framework (QOF) para os anos de 2015/2016. Integramos três conjuntos de modelos binomiais negativos para examinar a existência de associações ecológicas entre as internações por DSCAs incluídas no sistema de incentivos, o desempenho dos consultórios de atenção primária, a situação socioeconômica, o ambiente urbano/rural e outras características sociodemográficas. RESULTADOS: As internações hospitalares por DSCAs incluídas no sistema de incentivos variaram dentro de cada região e entre diferentes regiões, sendo identificados conglomerados com altas taxas de internações hospitalares por essas doenças em toda a Inglaterra. Nossos modelos indicaram que o desempenho dos consultórios registrado no QOF tem um efeito muito pequeno na redução das internações por DSCAs (0,993; IC 95%, 0,990 a 0,995); porém, outros fatores, como situação socioeconômica desfavorável (1,021; IC 95%, 1,020 a 1,021) e ambiente urbano (0,875; IC 95%, 0,862 a 0,887), foram muito mais importantes para explicar as variações nas internações por DSCAs. As pessoas que vivem em áreas carentes tiveram um risco maior de serem internadas em hospitais por uma DSCA incluída no sistema de incentivos. CONCLUSÃO: A análise espacial baseada em dados de rotina pode ser usada para identificar regiões com altas taxas de internações hospitalares potencialmente evitáveis, fornecendo informações valiosas para o direcionamento de recursos e a avaliação de intervenções de saúde pública. Nossos resultados sugerem que o desempenho dos consultórios registrados no QOF teve um efeito muito pequeno na redução de internações evitáveis por doenças incluídas no sistema de incentivos. A privação material e o ambiente urbano foram os preditores mais fortes das variações nas taxas de DSCAs entre todas as doenças submetidas ao sistema de pagamento por desempenho na Inglaterra.
 

Resumo Original:

OBJECTIVE: We aimed to spatially describe hospital admissions for ambulatory care sensitive conditions (ACSC) in England at small-area geographical level and assess whether recorded practice performance under one of the world's largest primary care pay-for-performance schemes led to reductions in these potentially avoidable hospitalisations for chronic conditions incentivised in the scheme. SETTING: We obtained numbers of ACSC hospital admissions from the Hospital Episode Statistics database and information on recorded practice performance from the Quality and Outcomes Framework (QOF) administrative dataset for 2015/2016. We fitted three sets of negative binomial models to examine ecological associations between incentivised ACSC admissions, general practice performance, deprivation, urbanity and other sociodemographic characteristics. RESULTS: Hospital admissions for QOF incentivised ACSCs varied within and between regions, with clusters of high numbers of hospital admissions for incentivised ACSCs identified across England. Our models indicated a very small effect of the QOF on reducing admissions for incentivised ACSCs (0.993, 95% CI 0.990 to 0.995), however, other factors, such as deprivation (1.021, 95% CI 1.020 to 1.021) and urbanicity (0.875, 95% CI 0.862 to 0.887), were far more important in explaining variations in admissions for ACSCs. People in deprived areas had a higher risk of being admitted in hospital for an incentivised ACSC condition. CONCLUSION: Spatial analysis based on routinely collected data can be used to identify areas with high rates of potentially avoidable hospital admissions, providing valuable information for targeting resources and evaluating public health interventions. Our findings suggest that the QOF had a very small effect on reducing avoidable hospitalisation for incentivised conditions. Material deprivation and urbanicity were the strongest predictors of the variation in ACSC rates for all QOF incentivised conditions across England.
 

Fonte:
; 10(9): e036046; 2020. DOI: 10.1136/bmjopen-2019-036046.