Hemovigilância de reações associadas à transfusão de hemácias: comparação entre 17 países

ROGERS, M. A. M. ; ROHDE, J. M. ; BLUMBERG, N.
Título original:
Haemovigilance of reactions associated with red blood cell transfusion: comparison across 17 countries
Resumo:

Antecedentes e objetivos: A recente criação do Módulo de Hemovigilância da Rede Nacional de Segurança dos Cuidados de Saúde dos Estados Unidos oferece uma oportunidade para comparar os resultados com os de outras nações desenvolvidas.

Materiais e metodologia: Utilizando dados dos sistemas nacionais de hemovigilância, as reações associadas à transfusão de hemácias e os riscos residuais de doenças infecciosas transmitidas por transfusão foram reunidos a partir de 17 países. As taxas específicas de eventos adversos de cada país foram agrupadas utilizando regressão de Poisson para efeitos aleatórios.

Resultados: As reações transfusionais febris não hemolíticas e sorológicas tardias foram os eventos adversos mais frequentemente relatados após a transfusão de concentrado de hemácias, ocorrendo em 26 pacientes por 100 mil unidades de hemácias e 25 pacientes por 100 mil unidades de concentrado de hemácias administradas, respectivamente. As taxas de reações transfusionais hemolíticas alérgicas e febris não hemolíticas e sorológicas tardias nos Estados Unidos foram significativamente maiores do que as taxas obtidas em outros países. As frequências de eventos adversos geradas a partir do programa de hemovigilância nacional dos Estados Unidos foram consideravelmente mais baixas do que quando obtidas por meio de vigilância ativa.

Conclusão: As notificações de hemovigilância de eventos adversos nos Estados Unidos são comparáveis a ou maiores do que as notificações de outros países desenvolvidos. As taxas geradas a partir de programas de hemovigilância são menores do que as obtidas por meio de vigilância ativa. A falta de leucorredução universal de unidades de concentrado de hemácias pode ser um fator que contribui para taxas mais elevadas de alguns eventos adversos nos Estados Unidos.

Resumo Original:

Background and objectives: The recent establishment of the National Healthcare Safety Network Hemovigilance Module in the United States affords an opportunity to compare results with those of other developed nations.

Materials and methods: Using data from national haemovigilance systems, reactions associated with red blood cell (RBC) transfusion and residual risks of transfusion-transmitted infectious diseases were assembled from 17 nations. Country-specific rates of adverse events were pooled using random-effects Poisson regression.

Results: Febrile non-haemolytic and delayed serologic transfusion reactions were the most frequent adverse events reported after RBC transfusion, occurring in 26 patients per 100 000 RBC units and 25 patients per 100 000 RBC units administered, respectively. Rates of allergic, febrile non-haemolytic and delayed haemolytic transfusion reactions in the United States were significantly greater than the pooled rates from other countries. Frequencies of adverse events generated from the national haemovigilance programme in the United States were considerably lower than when obtained through active surveillance.

Conclusion: Haemovigilance reports of adverse events in the United States are comparable to, or greater than, reports from other developed countries. Rates generated from haemovigilance programmes are lower than those obtained through active surveillance. The lack of universal leucoreduction of RBC units may be a contributing factor to the higher rate of some adverse events in the United States.

Fonte:
; 110(3): 266–277 ; 2016. DOI: 10.1111/vox.12367.