Fragilidade, polifarmácia e desprescrição

Título original:
Frailty, polypharmacy and deprescribing
Resumo:

A multimorbidade e a polifarmácia a ela associada representam um desafio importante e crescente para os pacientes, cuidadores e profissionais da saúde.(1,2) Embora se reconheça que a polifarmácia pode ser benéfica, ela envolve grande potencial de danos, particularmente por meio das interações medicamentosas, dos efeitos adversos de medicamentos e da não adesão.(1) Esses danos são amplificados em pessoas fragilizadas, que podem precisar de intervenções adaptadas às suas necessidades individuais, em vez de seguir estritamente as orientações destinadas ao tratamento de doenças isoladas. É importante desenvolver uma abordagem que permita aos pacientes tomar decisões bem embasadas e priorizar os medicamentos a serem mantidos ou interrompidos, a fim de maximizar os benefícios e minimizar os danos.(1) O termo “desprescrição” foi sugerido para esses casos com base no reconhecimento de que as competências necessárias para interromper o uso de medicamentos precisam ser tão sofisticadas quanto as utilizadas quando se inicia o tratamento medicamentoso.(3) A chave para a desprescrição, assim como para qualquer outra intervenção médica, é a participação ativa do paciente para assegurar que suas preferências e escolhas sejam consideradas. É necessário um cuidado especial nos casos que envolvem considerações ligadas ao fim da vida, de modo que o tratamento seja otimizado, e a carga do uso de medicamentos seja minimizada.(4) Embora as evidências sejam escassas, este artigo apresenta algumas observações práticas sobre a desprescrição. 

Resumo Original:

Multimorbidity and associated polypharmacy present a significant and increasing challenge to patients, carers and healthcare professionals.(1,2) While it is recognised that polypharmacy can be beneficial, there is considerable potential for harm, particularly through drug interactions, adverse drug events and non-adherence.(1) Such harms are amplified in people who are frail and who may require interventions to be tailored to their individual needs rather than strictly following guidance designed to manage single diseases. It is important to develop an approach that allows patients to make informed decisions and prioritise medicines for continuation or discontinuation, in order to maximise benefit and minimise harm.(1)The term 'deprescribing' has been suggested in recognition that the skills utilised in stopping medicines need to be as sophisticated as those used when initiating drug treatment.(3) Key to deprescribing, as with all medical interventions, is the active participation of the patient to ensure that their preferences and choices are taken into account. Particular care is needed when end-of-life considerations apply, so that treatment is optimised and the burden of taking medicines is minimised.(4) Although evidence is sparse, this article provides some practical observations on deprescribing.

Fonte:
DTB ; 54(6): 69-72; 2016. DOI: 10.1136/dtb.2016.6.0408.
Nota Geral:

Crédito da imagem em Destaque: Medscape

Autor institucional: 
Drug and Therapeutics Bulletin