Estudo prospectivo controlado sobre intervenção para reduzir a ocorrência de erros em prescrições de antibióticos neonatais

GARNER, S. S. ; COX, T. H. ; HILL, E. G. ; IRVING, M. G. ; BISSINGER, R. L. ; ANNIBALE, D. J.
Título original:
Prospective, controlled study of an intervention to reduce errors in neonatal antibiotic orders
Resumo:

Objetivo: Avaliar a efetividade de um sistema interativo de prescrição computadorizada como apoio à decisão (ICOS-DS, na sigla em inglês) na prevenção de erros de medicação em casos de sepse neonatal tardia (SNT).

Desenho: Comparação controlada prospectiva das taxas de erros nas prescrições de antibióticos para neonatos internados na unidade de terapia intensiva neonatal da Medical University of South Carolina com suspeita de SNT (após o terceiro dia de vida) antes (n = 153) e depois (n = 146) da implementação do ICOS-DS. As prescrições de antibióticos foram avaliadas independentemente por dois farmacêuticos em busca de erros de prescrição, erros em potencial e omissões. Os erros de prescrição incluíram sobredoses ou subdoses > 10%, vias, regimes ou antibióticos inadequados, interações fármaco-fármaco ou fármaco-doença e erros nos dados demográficos do paciente. Os erros em potencial incluíram erros de ortografia nos nomes de medicamentos, erros no uso de zeros à esquerda e à direita de decimais, doses impraticáveis e abreviaturas propensas a erros. Quando uma prescrição conteve vários erros ou omissões, estes foram contados individualmente. 

Resultados: A taxa global de erros por prescrição caiu de 1,7 a 0,8 (p < 0,001), e a taxa de erros em potencial caiu de 1,0 a 0,06 (p < 0,001). A redução na taxa de erros de omissão por prescrição, de 0,2 a 0,1 não foi significativa (p = 0,17). A taxa de erros de prescrição por prescrição aumentou de 0,4 a 0,7 (p = 0,03) pelo uso de pesos de pacientes incorretos (p < 0,001). A disfunção renal esteve significativamente associada a maior risco de erros de prescrição (odds ratio = 3,7, p = 0,01), sem diferenças significativas entre as prescrições feitas à mão versus prescrições no ICOS-DS (p = 0,15). 

Conclusões: O ICOS-DS melhorou significativamente a qualidade da prescrição de antibióticos para SNT, embora o uso de pesos de pacientes incorretos tenha aumentado. Em ambos os grupos, as prescrições para pacientes com disfunção renal estiveram associadas a maior risco de erros de prescrição. É necessário avaliar melhor as intervenções de promoção da segurança de medicamentos para essa população.
 

Resumo Original:

Objective: To evaluate the effectiveness of an interactive computerized order set with decision support (ICOS-DS) in preventing medication errors in neonatal late-onset sepsis (LOS).

Study Desing: Prospective, controlled comparison of error rates in antibiotic orders for neonates admitted to the Medical University of South Carolina neonatal intensive care unit with suspected LOS (after postnatal day of life 3) prior to (n=153) and after (n=146) implementation of the ICOS-DS. Antibiotic orders were independently evaluated by two pharmacists for prescribing errors, potential errors and omissions. Prescribing errors included>10% overdoses or underdoses, inappropriate route, schedule or antibiotic, drug-drug or drug-disease interactions, and incorrect patient demographics. Potential errors included misspelled drugs, leading decimals, trailing zeroes, impractical doses and error-prone abbreviations. Multiple errors and omissions in an order were counted individually.

Results: Overall error rate per order decreased from 1.7 to 0.8 (P<0.001) and potential error rate from 1.0 to 0.06 (P<0.001). The reduction in omission error rate per order from 0.2 to 0.1 was not significant (P=0.17). The prescribing error rate per order increased from 0.4 to 0.7 (P=0.03) because of the use of incorrect patient weights (P<0.001). Renal dysfunction was significantly associated with an increased risk of prescribing errors (odds ratio=3.7, P=0.01) which was not significantly different for handwritten versus ICOS-DS orders (P=0.15).

Conclusions: The ICOS-DS significantly improved the quality of neonatal LOS antibiotic orders although the use of incorrect patient weights was increased. In both groups, orders for patients with renal dysfunction were at risk for prescribing errors. Further evaluation of interventions to promote medication safety for this population is needed.

Fonte:
J Perinatol ; 35(8): 631-635; 2015. DOI: 10.1038/jp.2015.20.