Efeitos da passagem de casos entre turnos de trabalho na segurança do paciente e nos resultados do cuidado: uma revisão sistemática

MARDIS, M. ; DAVIS, J. ; BENNINGFIELD, B. ; ELLIOTT, C. ; YOUNGSTROM, M. ; NELSON, B. ; JUSTICE, E. M.
Título original:
Shift-to-Shift Handoff Effects on Patient Safety and Outcomes: A Systematic Review
Resumo:

Muitas organizações de saúde identificaram as passagens de casos como uma fonte de erros clínicos; no entanto, poucos estudos estabeleceram uma associação entre intervenções sobre as passagens de casos e melhorias nos resultados do cuidado. Fizemos uma revisão sistemática de artigos em língua inglesa publicados entre janeiro de 2008 e maio de 2015 que investigassem intervenções sobre as passagens de casos entre turnos de trabalho e os resultados do cuidado, identificando 10.774 artigos. Ao todo, 21 artigos cumpriram os critérios de inclusão, medindo os seguintes elementos: quedas de pacientes (n=7), eventos notificáveis (n=6), tempo de internação (n=4), mortalidade (n=4), chamadas a equipes de emergência (n=4), erros de medicação (n=4), erros no cuidado de saúde (n=3), complicações de procedimentos (n=2), úlceras por pressão (n=2), altas hospitalares no fim de semana (n=2) e infecções relacionadas à assistência à saúde (n=2). Além disso, estudos individuais também mediram o tempo até a primeira intervenção, o uso de contenção física, transfusões durante a noite e a deterioração fora do horário de expediente. Estudos que afirmaram ter recebido financiamento tiveram melhores escores de qualidade. É difícil identificar tendências na pesquisa sobre a passagem de casos, devido à implementação simultânea de múltiplas intervenções e à heterogeneidade das intervenções, dos resultados medidos e dos ambientes. Os autores sugerem aumentar o financiamento para a pesquisa sobre a passagem de casos, especialmente para estudos que incluam medidas de resultados do cuidado. 

Palavras-chave: Passagem de casos; intervenção; resultados do cuidado; segurança do paciente; turnos de trabalho.

Resumo Original:

Multiple health care organizations have identified handoffs as a source of clinical errors; however, few studies have linked handoff interventions to improved patient outcomes. This systematic review of English-language research articles, published January 2008 to May 2015 and focusing on shift-to-shift handoff interventions and patient outcomes, yielded 10 774 unique articles. Twenty-one articles met inclusion criteria, measuring each of the following: patient falls (n = 7), reportable events (n = 6), length of stay (n = 4), mortality (n = 4), code calls (n = 4), medication errors (n = 4), medical errors (n = 3), procedural complications (n = 2), pressure ulcers (n = 2), weekend discharges (n = 2), and nosocomial infections (n = 2). One study each also measured time to first intervention, restraint use, overnight transfusions, and out-of-hours deteriorations. Studies that reported funding had higher quality scores. It is difficult to identify trends in the handoff research because of simultaneous implementation of multiple interventions and heterogeneity of the interventions, outcomes measured, and settings. The authors call for increased handoff research funding, especially for studies that include patient outcome measures.

Fonte:
Am J Med Qual ; 32(1): 34-42; 2017. DOI: 10.1177/1062860615612923.