Desenvolvimento de escore de risco para pacientes hospitalizados para racionalização de farmácia clínica em hospital de alta complexidade

MARTINBIANCHO, J. K. ; ZUCKERMANN, J. ; MAHMUD, S. D. P ; SANTOS, L. dos ; JACOBY, T. ; SILVA, D. da ; VINHAS, M.
Título original:
Development of Risk Score to Hospitalized Patients for Clinical Pharmacy Rationalization in a High Complexity Hospital
Resumo:

O objetivo da presente pesquisa foi construir uma ferramenta para classificar pacientes de acordo com o risco de terapia medicamentosa, assim como racionalizar o uso de recursos farmacêuticos clínicos no ambiente hospitalar. Fatores de risco selecionados na literatura disponível foram cuidadosamente revisados para serem incluídos no escore. Os fatores selecionados foram submetidos à análise univariada e, então, à análise multivariada. Os resultados significativos foram incluídos no modelo final do escore, que dividiu os pacientes hospitalizados em três grupos: baixo risco, risco moderado e alto risco. Finalizada esta etapa, o escore foi aplicado no hospital e um mapa de 'classificação de risco' foi criado nos vários setores do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O escore foi aplicado em 1442 pacientes em nove áreas diferentes do hospital, com 398 (27,6%) apresentando alto risco, 612 (42,4%) apresentando risco moderado e 432 (29,9%) apresentando baixo risco. As unidades de alto risco foram: Oncologia Pediátrica, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos e Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI Pediátrica). As unidades clínica e cirúrgica, a Unidade de Ambiente Protegido (UAP) e a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) foram classificadas como sendo de risco moderado e a unidade de internação pediátrica como de baixo risco. Dentre os pacientes com problemas renais e/ou hepáticos, problemas cardíacos e/ou pulmonares e imunossupressão e/ou imunodeficiência, 50,2%, 61,5% e 52,6%, respectivamente, apresentaram alto risco, e a todos os pacientes foram administrados ao menos um medicamento de risco. Em relação ao número de medicamentos prescritos, o uso de 0-5 medicamentos foi verificado em 68,8% dos pacientes com escore baixo, e o uso de 11-15 medicamentos em 63,1% dos pacientes com escore alto. O escore desenvolvido neste estudo mostrou uma correlação significativa entre os grupos de risco e o perfil dos pacientes hospitalizados nas áreas analisadas. Esta ferramenta será validada a fim de otimizar os recursos de cuidados farmacêuticos.

Palavras-chave: Farmácia clínica, Racionalização, Pacientes hospitalizadas, pontuação de Risco.

Fonte:
Lat. Am. J. Pharm ; 30(7): 1342-7; 2011.