Contingentes de pessoal de enfermagem, auxiliares de enfermagem e mortalidade hospitalar: um estudo de coorte retrospectivo longitudinal

Griffiths, P. ; Maruotti, A. ; Recio Saucedo, A. ; Redfern, O. C. ; Ball, J. E. ; Briggs, J. ; Dall'Ora, C.
Título original:
Nurse staffing, nursing assistants and hospital mortality: Retrospective longitudinal cohort study
Resumo:

Objetivo: Determinar a associação entre os contingentes de pessoal diários de enfermeiros e auxiliares de enfermagem e a mortalidade hospitalar. Desenho: Estudo observacional longitudinal retrospectivo baseado em dados coletados rotineiramente. Utilizamos modelos de regressão de efeitos mistos multinível/hierárquicos para explorar a associação entre os resultados do cuidado de saúde e a variação diária nos contingentes de enfermeiros e auxiliares de enfermagem, medidos como horas por paciente por dia em relação à média da enfermaria. As análises foram controladas segundo o nível de risco das enfermarias e dos pacientes. Participantes: 138.133 pacientes adultos que passaram >1 dia em enfermarias gerais entre 1 de abril de 2012 e 31 de março de 2015. Desfechos: Mortes intra-hospitalares. Resultados: A mortalidade hospitalar foi de 4,1%. O risco de morte aumentou em 3% para cada dia em que havia um contingente de enfermeiros abaixo da média da enfermaria (razão de risco ajustada [RRa] 1,03, IC 95% 1,01 a 1,05). Em relação à média da enfermaria, cada hora adicional de enfermeiros disponíveis durante os primeiros 5 dias de internação de um paciente esteve associada a uma redução de 3% no risco de morte (RRa 0,97, IC 95% 0,94-1,0). Os dias em que as internações por enfermeiro excederam 125% da média da enfermaria estiveram associados a um maior risco de morte (RRa 1,05, IC 95% 1,01-1,09). Embora um baixo contingente de auxiliares de enfermagem estivesse associado a uma maior mortalidade, um número elevado de assistentes de enfermagem também esteve associado a uma maior mortalidade. Conclusão: Menores contingentes de enfermeiros e um maior número de internações por enfermeiro estão associados a um maior risco de morte durante a internação hospitalar. Estes resultados destacam as possíveis consequências da redução dos contingentes de pessoal de enfermagem e não sustentam as políticas que estimulam o uso de auxiliares de enfermagem para compensar a escassez de enfermeiros. 

Resumo Original:

Objective: To determine the association between daily levels of registered nurse (RN) and nursing assistant staffing and hospital mortality. Design: This is a retrospective longitudinal observational study using routinely collected data. We used multilevel/hierarchical mixed-effects regression models to explore the association between patient outcomes and daily variation in RN and nursing assistant staffing, measured as hours per patient per day relative to ward mean. Analyses were controlled for ward and patient risk. Participants: 138 133 adult patients spending >1 days on general wards between 1 April 2012 and 31 March 2015. Outcomes: In-hospital deaths. Results: Hospital mortality was 4.1%. The hazard of death was increased by 3% for every day a patient experienced RN staffing below ward mean (adjusted HR (aHR) 1.03, 95% CI 1.01 to 1.05). Relative to ward mean, each additional hour of RN care available over the first 5 days of a patient's stay was associated with 3% reduction in the hazard of death (aHR 0.97, 95% CI 0.94 to 1.0). Days where admissions per RN exceeded 125% of the ward mean were associated with an increased hazard of death (aHR 1.05, 95% CI 1.01 1.09). Although low nursing assistant staffing was associated with increases in mortality, high nursing assistant staffing was also associated with increased mortality. Conclusion: Lower RN staffing and higher levels of admissions per RN are associated with increased risk of death during an admission to hospital. These findings highlight the possible consequences of reduced nurse staffing and do not give support to policies that encourage the use of nursing assistants to compensate for shortages of RNs. 

Fonte: