Conectando perspectivas sobre qualidade e segurança: conexão de dados ao nível dos pacientes sobre incidentes, eventos adversos e queixas

de Vos MS ; Hamming JF ; Chua-Hendriks JJC ; Marang-van de Mheen PJ
Título original:
Connecting perspectives on quality and safety: patient-level linkage of incident, adverse eventand complaint data.
Resumo:

CONTEXTO E OBJETIVOS:
Os dados sobre incidentes, eventos adversos (EAs) e queixas tendem a ser usados separadamente, mas podem estar relacionados ao nível do paciente, de modo que um incidente desencadeia uma cascata de eventos, o que acaba por resultar em uma queixa. Este estudo examinou as relações entre incidentes, EAs e queixas que ocorreram conjuntamente durante internações.
MÉTODOS:
Fizemos a conexão retrospectiva de dados sobre EAs e queixas coletados de forma independente e rotineira durante internações cirúrgicas em um hospital universitário (2008-2014). Dois investigadores analisaram se os incidentes/EAs nas internações estavam clinicamente relacionados e em que sequência (isto é, se o incidente ocorreu antes ou depois do EA). A probabilidade de ocorrência de EAs e cascatas de EAs (mais de 3 EAs) foi estudada usando análises de regressão logística.
RESULTADOS:
Foram apresentadas queixas em 33 (0,1%) de 26.383 internações. As queixas apresentadas por pacientes que sofreram incidentes e/ou EAs (n=13) envolveram principalmente problemas de qualidade/segurança, enquanto outras queixas abordaram principalmente problemas de relacionamento. Os incidentes e EAs ocorreram conjuntamente em 730 (2,8%) internações, parecendo estar clinicamente relacionados em 34% desses casos. Os incidentes correlacionados a EAs puderam tanto preceder como suceder os EAs (56,6%/44,4%). Os pacientes que sofreram incidentes apresentaram maior risco de sofrer EAs que os pacientes sem incidentes, mesmo para EAs aparentemente não relacionados (OR 1,4; IC 95% 1,3 a 1,6). O risco de cascatas de EAs foi maior quando os pacientes com EAs também sofreram incidentes, independentemente do fato de parecerem estar relacionados (não relacionados: OR 2,0; IC 95% 1,6 a 2,5; relacionados: OR 5,7; IC 95% 4,3 a 7,4) ou de os incidentes precederem ou sucederem os EAs nestas internações (53% vs. 52%, p>0,05).
CONCLUSÕES:
A conexão, ao nível dos pacientes, dos dados sobre incidentes, EAs e queixas pode revelar relações entre eventos que, de outra forma, permaneceriam obscuras, tais como incidentes que desencadeiam ou se seguem aos EAs, introduzindo cascatas de eventos, independentemente do fato de parecerem estar relacionados clinicamente.
PALAVRAS-CHAVE:
eventos adversos, epidemiologia e detecção; notificação de incidentes; segurança do paciente; melhoria da qualidade; medição da qualidade
l Subject Headings; erros de medicação; NHS; segurança do paciente; atenção primária à saúde.

Resumo Original:

BACKGROUND AND OBJECTIVE:
Incident, adverse event (AE) and complaint data are typically used separately, but may be related at the patient level with one event triggering a cascade of events, ultimately resulting in a complaint. This study examined relations between incidents, AEs and complaints that co-occurred in admissions.
METHODS:
Independently and routinely collected incident, AE and complaint data were retrospectively linked for surgical admissions in an academic centre (2008-2014). Two investigators reviewed whether incidents/AEs in admissions were clinically related and in what sequence (incident preceding vs following AE). Likelihood of occurrence of AEs and AE cascades (ie, ≥3 AEs) was studied using logistic regression analyses.
RESULTS:
Complaints were filed for 33 (0.1%) of 26 383 admissions. Complaints filed by patients with incidents and/or AEs (n=13) mostly addressed quality/safety problems, whereas other complaints mostly addressed relationship problems. Incidents and AEs co-occurred in 730 (2.8%) admissions, which seemed clinically related in 34% of these cases. Incidents with related AEs preceded as well as followed AEs (56.6%/44.4%). Patients with incidents were at greater risk of AEs than patients without incidents, even for seemingly unrelated AEs (OR 1.4; 95% CI 1.3 to 1.6). Risk of AE cascades was greater when patients with AEs also had incidents, regardless of whether these seemed related (unrelated: OR 2.0; 95% CI 1.6 to 2.5; related: OR 5.7; 95% CI 4.3 to 7.4) or whether incidents preceded or followed AEs in these admissions (53% vs 52%, P>0.05).
CONCLUSIONS:
Patient-level linkage of incident, AE and complaint data can reveal relations between events that otherwise remain obscured, such as incidents that trigger as well as follow AEs, introducing event cascades, regardless of whether clinical relations seem present.
© Author(s) (or their employer(s)) 2019. No commercial re-use. See rights and permissions. Published by BMJ.
KEYWORDS:
adverse events, epidemiology and detection; incident reporting; patient safety; quality improvement; quality measurement.
 

Fonte:
; 28(3): 180-189; 2019. DOI: 10.1136/bmjqs-2017-007457.