Como os membros de equipes odontológicas descrevem eventos adversos

MARAMALDI, P. ; WALJI, M.F. ; WHITE, J. ; ETOLUE, J. ; KAHN, M. ; VADERHOBLI, R. ; KWATRA, J.
Título original:
How dental team members describe adverse events
Resumo:

Background. Although some patients experience adverse events (AEs) resulting in harm caused by treatments in dentistry, few published reports have detailed how dental providers describe these events. Understanding how dental treatment professionals view AEs is essential to building a safer environment in dental practice.

Methods. The authors interviewed dental professionals and domain experts through focus groups and in-depth interviews and asked them to identify the types of AEs that may occur in dental settings.

Results. The initial interview and focus group findings yielded 1,514 items that included both causes and AEs. In total, 632 causes were coded into 1 of the 8 categories of the Eindhoven classification, and 882 AEs were coded into 12 categories of a newly developed dental AE classification. Interrater reliability was moderate among coders. The list was reanalyzed, and duplicate items were removed leaving a total of 747 unique AEs and 540 causes. The most frequently identified AE types were “aspiration and ingestion” at 14% (n ¼ 142), “wrong-site, wrong procedure, wrong-patient errors” at 13%, “hard-tissue damage” at 13%, and “soft-tissue damage” at 12%.

Conclusions. Dental providers identified a large and diverse list of AEs. These events ranged from “death due to cardiac arrest” to “jaw fatigue from lengthy procedures.” Practical Implications. Identifying threats to patient safety is a key element of improving dental patient safety. An inventory of dental AEs underpins efforts to track, prevent, and mitigate these events.

Resumo Original:

Introdução: Embora alguns pacientes sofram eventos adversos (EAs) que resultam em danos causados por tratamentos odontológicos, poucos estudos publicados detalham a forma como os prestadores de serviços odontológicos descrevem esses eventos. Compreender o modo como os profissionais de odontologia enxergam os EAs é essencial para a criação de um ambiente mais seguro na prática odontológica.

Métodos: Os autores entrevistaram profissionais de odontologia e especialistas em áreas específicas por meio de grupos focais e entrevistas aprofundadas, pedindo-lhes que identificassem os tipos de EAs que podem ocorrer em ambientes odontológicos.

Resultados: Os resultados iniciais das entrevistas e grupos focais geraram 1.514 itens, que incluíram tanto causas como EAs. Ao todo, 632 causas foram codificadas em 8 categorias da classificação de Eindhoven, e 882 EAs foram codificados em 12 categorias de uma nova classificação para EAs odontológicos. A confiabilidade interavaliadores foi moderada entre os codificadores. A lista foi reanalisada, e os itens duplicados foram removidos, deixando um total de 747 EAs únicos e 540 causas. Os tipos de EAs identificados com mais frequência foram "aspiração e ingestão" (14%, n=142), "erros do tipo local errado, procedimento errado, paciente errado" (13%), "danos a tecidos duros" (13%) e "danos a tecidos moles" (12%).

Conclusões: Os profissionais de odontologia identificaram uma lista longa e diversificada de EAs. Estes eventos variaram de "morte por parada cardíaca" a "fadiga de mandíbula em procedimentos demorados". 

Implicações para a prática: A identificação de ameaças à segurança do paciente é um elemento fundamental para melhorar a segurança do paciente odontológico. Um inventário de EAs odontológicos serve como base para iniciativas destinadas a rastrear, prevenir e mitigar esses eventos.

Fonte:
J Am Dent Assoc ; 147(10): 803-11.; 2016. DOI: 10.1016/j.adaj.2016.04.015.