Clima de segurança, força do clima de segurança e tempo de internação na UTI neonatal

Tawfik DS ; Thomas EJ ; Vogus TJ ; Liu JB ; Sharek PJ ; Nisbet CC ; Lee HC
Título original:
Safety climate, safety climate strength, and length of stay in the NICU
Resumo:

Contexto: O clima de segurança é um importante marcador das atitudes de segurança do paciente em unidades de saúde, mas o significado da variação entre unidades nas percepções sobre o clima de segurança (força do clima de segurança) é mal compreendido. Este estudo procurou examinar o indicador-padrão do clima de segurança (porcentagem de respostas positivas [PRR]) e a força do clima de segurança em relação ao tempo de internação de bebês com muito baixo peso ao nascerem (MBPN) em unidades de terapia intensiva neonatais (UTINs) da Califórnia. Métodos: Estudo observacional sobre o clima de segurança entre 2.073 profissionais da saúde de 44 UTINs neonatais. A consistência nas percepções entre os participantes de uma UTIN, ou seja, a força do clima de segurança, foi determinada através do desvio-padrão intraunidade dos escores do clima de segurança. A relação entre a PRR do clima de segurança, a força do clima de segurança e o tempo de internação de bebês com MBPN (<1500 g) foi avaliada usando a regressão log-linear. Os resultados secundários foram infecções, doença pulmonar crônica e mortalidade. Resultados: As UTINs tiveram uma PRR para o clima de segurança de 66 ± 12%, desvios-padrão intraunidade de 11 (mais forte) a 23 (mais fraco) e tempo de internação mediano de 60 dias. As UTINs com climas de segurança mais fortes tiveram um tempo de internação quatro dias mais curto do que aquelas com climas mais fracos. Na modelagem de interações, as UTINs com climas fracos e baixa PRR tiveram tempo de internação mais longo, as UTINs com climas fortes e baixa PRR tiveram tempo de internação mais curto, e as UTINs com alta PRR (tanto para um clima forte como fraco) tiveram tempo de internação intermediário. Um clima de segurança mais forte esteve associado a menor probabilidade de infecção, mas não a outros desfechos secundários. Conclusões: A força do clima de segurança está associada independentemente ao tempo de internação e modera a associação entre a PRR e o tempo de internação em bebês com MBPN. A força do clima de segurança e a PRR, quando tomadas em conjunto, oferecem uma melhor previsão do que a PRR sozinha, captando a variação nos resultados, que não é captada pela PRR. As avaliações do clima de segurança em UTINs consideram tanto a positividade (PRR) como a consistência das respostas (força) entre diferentes pessoas.
Palavras-chave: clima de segurança, força do clima de segurança, tempo de internação, qualidade do cuidado, neonatologia
 

Resumo Original:

Background: Safety climate is an important marker of patient safety attitudes within health care units, but the
significance of intra-unit variation of safety climate perceptions (safety climate strength) is poorly understood. This
study sought to examine the standard safety climate measure (percent positive response (PPR)) and safety climate
strength in relation to length of stay (LOS) of very low birth weight (VLBW) infants within California neonatal
intensive care units (NICUs).
Methods: Observational study of safety climate from 2073 health care providers in 44 NICUs. Consistent perceptions
among a NICU’s respondents, i.e., safety climate strength, was determined via intra-unit standard deviation of safety
climate scores. The relation between safety climate PPR, safety climate strength, and LOS among VLBW (< 1500 g)
infants was evaluated using log-linear regression. Secondary outcomes were infections, chronic lung disease, and
mortality.
Results: NICUs had safety climate PPRs of 66 ± 12%, intra-unit standard deviations 11 (strongest) to 23 (weakest), and
median LOS 60 days. NICUs with stronger climates had LOS 4 days shorter than those with weaker climates. In
interaction modeling, NICUs with weak climates and low PPR had the longest LOS, NICUs with strong climates and low
PPR had the shortest LOS, and NICUs with high PPR (both strong and weak) had intermediate LOS. Stronger climates
were associated with lower odds of infections, but not with other secondary outcomes.
Conclusions: Safety climate strength is independently associated with LOS and moderates the association between
PPR and LOS among VLBW infants. Strength and PPR together provided better prediction than PPR alone, capturing
variance in outcomes missed by PPR. Evaluations of NICU safety climate consider both positivity (PPR) and consistency
of responses (strength) across individuals.
Keywords: Safety climate, Safety climate strength, Length of stay, Quality of care, Neonatology
 

Fonte:
; 19(1): 2020. DOI: 10.1186/s12913-019-4592-1.