Clima de segurança e a forma como os profissionais manifestam as suas preocupações de segurança em um hospital universitário austríaco

SCHWAPPACH, D. ; SENDLHOFER, G. ; HASLER, L. ; GOMBOTZ, V. ; LEITGEB, K. ; JANTSCHER, L. ; BRUNNER, G.
Título original:
Speaking up behaviors and safety climate in an Austrian university hospital
Resumo:

Objetivo: Analisar, pela primeira vez em um hospital universitário austríaco, o clima de segurança e a forma como os funcionários manifestam as suas preocupações de segurança, utilizando um questionário validado.

Desenho: Inquérito entre profissionais de saúde. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas, e o alfa de Cronbach foi calculado como uma medida da consistência interna das escalas. Utilizamos a análise de variância e testes t.

Ambiente: O estudo foi realizado em 2017.

Participantes: Cerca de 2.149 profissionais da saúde de três departamentos foram convidados a participar.

Intervenção: Medição do clima de segurança e da forma como os profissionais da saúde manifestam as suas preocupações de segurança.

Desfecho principal: Explorar a segurança psicológica, a existência de um ambiente facilitador e a resignação dos profissionais em relação ao ato de manifestar as suas preocupações.

Resultados: Foram devolvidos cerca de 859 questionários avaliáveis (taxa de resposta: 40%). Mais de 50% dos participantes tinham tido preocupações específicas sobre a segurança do paciente nas últimas quatro semanas e constataram um potencial erro ou violações de regras. Nos diferentes itens, entre 16 e 42% dos profissionais de saúde afirmaram não haver manifestado as suas preocupações com a segurança. Por outro lado, entre 96 e 98% afirmaram ter manifestado as suas preocupações em certas situações. A segurança psicológica em relação ao ato de manifestar as preocupações foi menor entre os profissionais de saúde com função administrativa (p<0,001). Os profissionais com funções administrativas consideraram que o ambiente era menos facilitador (p<0,05) do que aqueles sem função administrativa.

Conclusões: Este foi o primeiro estudo sobre a manifestação de preocupações de segurança em um hospital universitário austríaco. Existe uma contradição entre a frequência das preocupações de segurança dos profissionais e a frequência com que eles manifestam estas preocupações. Estes resultados mostram claramente que é necessária uma mudança de paradigma na cultura de segurança para que os profissionais passem a manifestar as suas preocupações com mais frequência.

Resumo Original:

Objective: To analyze speaking up behavior and safety climate with a validated questionnaire for the first time in an Austrian university hospital.

Design: Survey amongst healthcare workers (HCW). Data were analyzed using descriptive statistics, Cronbach's alpha was calculated as a measure of internal consistencies of scales. Analysis of variance and t-tests were used.

Setting: The survey was conducted in 2017.

Participants: About 2.149 HCW from three departments were asked to participate. Intervention: To measure speaking up behavior and safety climate.

Main Outcome Measure: To explore psychological safety, encouraging environment and resignation towards speaking up.

Results: About 859 evaluable questionnaires were returned (response rate: 40%). More than 50% of responders perceived specific concerns about patient safety within the last 4 weeks and observed a potential error or noticed rule violations. For the different items, between 16% and 42% of HCW reported that they remained silent though concerns for safety. In contrast, between 96% and 98% answered that they did speak up in certain situations. The psychological safety for speaking up was lower for HCW with a managerial function (P < 0.001). HCW with managerial functions perceived the environment as less encouraging to speak up (P < 0.05) than HCW without managerial function.

Conclusions: We identified speaking up behaviors for the first time in an Austrian university hospital. Only moderately frequent concerns were in conflict with frequent speaking up behaviors. These results clearly show that a paradigm shift is needed to increase speaking up culture.

Fonte:
Int J Qual Health Care ; 2018. DOI: 10.1093/intqhc/mzy089.
Nota Geral:

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