Cinco passos para prevenir as infecções da corrente sanguínea associadas a cateteres

HADAWAY, L. C.
Título original:
Five steps to preventing catheter related bloodstream infections
Resumo:

Quando um paciente utiliza um cateter IV, está sob risco constante de uma infecção da corrente sanguínea associada a um cateter (ICSAC). O tipo de cateter, a frequência do acesso ou de manipulação e o estado clínico do paciente são alguns dos fatores que afetam o nível de risco e alteram a taxa geral de ICSACs. Os cateteres venosos centrais (CVCs) estão associados a mais infecções - e infecções mais graves - que os cateteres periféricos mais curtos. Um paciente que precise de um CVC geralmente está mais doente e vulnerável a infecções que um paciente que não precise utilizar um CVC. Além disso, o cateter de um paciente como esse provavelmente terá de ser acessado com mais frequência, por isso sua potencial exposição a microrganismos será maior. O problema das ICSACs é tão disseminado que o Institute for Healthcare Improvement (IHI) citou a redução das infecções relacionadas a CVCs como uma das seis principais iniciativas de sua 100.000 Lives Campaign. A campanha tem o objetivo de envolver os hospitais dos EUA num compromisso para implementar mudanças que comprovadamente melhorem o cuidado com o paciente e previnam mortes evitáveis. O Institute of Medicine também identificou a prevenção de infecções nosocomiais, inclusive as ICSACs, como uma área prioritária de ação nacional, e a Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations incluiu a redução das infecções relacionadas à assistência à saúde, inclusive as ICSACs, em seus National Patient Safety Goals de 2005. Neste artigo, vou detalhar as recomendações da 100.000 Lives Campaign do IHI e discutir de que maneira as instituições poderão implementá-las. Também vou examinar as diretrizes pertinentes de prevenção de ICSACs publicadas pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) em 2002.

Resumo Original:

Here's what you need to know about the most recent recommendations for preventing avoidable deaths from bloodstream infections. WHEN YOUR PATIENT has an I.V. catheter in place, he's constantly at risk for a catheter-related bloodstream infection (CR-BSI). The catheter type, the frequency of access or manipulation, and the patient's clinical status are some of the factors that affect his level of risk and play a role in the overall rate of CR-BSIs. Central venous catheters (CVCs) are associated with more infections-and more serious infections-than short peripheral catheters. A patient who requires a CVC is typically more ill and more vulnerable to infection than a patient who doesn't require one. Also, the catheter for this type of patient is likely to be accessed more frequently, so his potential exposure to microorganisms is increased. The problem of CR-BSIs is so widespread that the Institute for Healthcare Improvement (IHI) listed the reduction of CVC-related infections as one of the six major initiatives in its 100,000 Lives Campaign. The campaign aims to engage U.S. hospitals in a commitment to implement changes in care that have been shown to improve patient care and prevent avoidable deaths. The Institute of Medicine has also identified the prevention of nosocomial infections, including CR-BSI, as a priority area for national action, and the Joint Commission on Accreditation of Healthcare Organizations included reducing the risk of health-care associated infections, including CR-BSI, in its 2005 National Patient Safety Goals. In this article, I'll spell out the IHI's 100,000 Lives Campaign recommendations and discuss how your facility can implement them. I'll also review pertinent CR-BSI prevention guidelines that were released by the Centers for Disease Control and Prevention (CDC) in 2002.

Fonte:
LPN ; 2(5): 1-6; 2009.
DECS:
Infecções relacionadas a cateter, prevenção e controle, assistencia centrada no paciente, promoção da saúde